Ciro Nogueira e Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, tornou-se alvo de uma denúncia que o associa ao suposto recebimento de propina em dinheiro vivo, entregue no próprio gabinete no Senado, em agosto de 2024. A informação foi divulgada pelo portal ICL Notícias com base no depoimento de uma testemunha que afirma ter tido contato direto com dois líderes de um esquema criminoso relacionado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o relato da fonte, Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, teria declarado que o montante seria destinado a Nogueira. O valor, segundo a acusação, estava dentro de uma sacola de papelão, entregue pessoalmente ao senador pelos chefes do esquema. A testemunha oficializou a informação em depoimento prestado à Polícia Federal e confirmou que ouviu a declaração diretamente de um dos investigados.
Na gravação divulgada pelo ICL Notícias, a fonte descreveu o episódio com detalhes. Disse que a sacola continha outra embalagem menor no interior e que os envolvidos afirmaram estar a caminho de um encontro com o senador no Senado Federal. Segundo o portal, a entrega teria ocorrido no gabinete de Nogueira. A testemunha chegou a gravar um vídeo da sacola, que aparece no material divulgado.
Apesar da gravação, não é possível visualizar cédulas dentro da embalagem. O vídeo mostra apenas uma sacola preta com alças, semelhante às utilizadas por lojas de roupas, e uma sacola branca dentro dela, com um laço preto.
A suposta propina estaria ligada a interesses comerciais no setor de combustíveis e tentativas de reversão de decisões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que revogou licenças de operação das empresas Copape e Aster, apontadas como parte do esquema. Os líderes do grupo investigado buscariam, ainda, interferência em projetos de lei em trâmite no Senado que tratam de tributos e da definição de "devedores contumazes".
Após a veiculação das informações, Ciro Nogueira enviou um ofício ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em que rebate as acusações. O parlamentar classificou o conteúdo da reportagem como “mentiroso” e afirmou que jamais teve contato com qualquer dos envolvidos. Ele ainda se referiu ao portal ICL Notícias como “pistoleiros de reputação”.
No documento, Nogueira solicitou que a Polícia Federal verifique com urgência os registros de entrada em seu gabinete e escritórios, bem como imagens de câmeras de segurança, para comprovar a inexistência de qualquer reunião com os investigados. Ele também disponibilizou todos os seus sigilos, bancário, telefônico e do gabinete, para apuração.
O senador afirmou que nunca manteve relação com membros de facções criminosas e defendeu que o combate ao crime não seja usado como ferramenta de perseguição política.
"Ao informar Vossa Excelência que essas pessoas jamais estiveram em meu gabinete, que por jamais ter tido proximidade de qualquer espécie, e portanto nunca poderia ter advogado em benefício delas e a inaceitável hipótese de que poderiam ter me favorecido financeiramente, de qualquer forma, é absolutamente mentirosa, peço a Vossa Excelência que determine, com a máxima urgência, à Polícia Federal, que solicite os registros de entrada em meu gabinete no ano citado ou em qualquer ano, e que requeira as imagens e os registros de entrada na sede ou nos escritórios dessas pessoas.
Coloco, por meio deste, TODOS os meus sigilos à disposição (a começar pelos de meu gabinete, de meu telefone e todos os demais para comprovar que em tempo algum mantive qualquer ligação com qualquer facção criminosa. Solicito urgência e quero crer que o importante combate e repressão às organizações criminosas não serão usados como instrumento de perseguição política, por meio da proliferação de informações falsas e absolutamente mentirosas e que jamais aconteceram ou aconteceriam", afirma Ciro Nogueira, em ofício enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
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A declaração foi publicada após o parlamentar compartilhar que há divergências internas na Polícia Federal na prisão do filho do presidente Lula.
O documento também afirma que o ministro do STF cometeu outros crimes, entre eles tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro
Levantamento divulgado pelo Blog Manoel Medeiros aponta crescimento de 158% nos gastos com publicidade na gestão de João Campos.
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