O resultado das urnas representa um divisor de águas na política argentina, tradicionalmente dominada por partidos ligados ao peronismo e às forças progressistas.
Javier Milei. Foto: Reprodução
O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou neste domingo, 26 de outubro, a vitória de seu partido, A Liberdade Avança (LLA), nas eleições legislativas, que renovaram parte do Congresso Nacional. O resultado consolida o avanço do grupo liberal no cenário político argentino e reforça o poder de Milei dentro do Legislativo.
Com 96% das urnas apuradas, o partido governista alcançou 40% dos votos, superando o peronismo, que obteve 31,6%, uma das piores marcas do movimento em décadas. O desempenho nas urnas garantiu à coalizão de Milei 64 assentos na Câmara dos Deputados, contra 31 do partido Força Pátria, principal força peronista. Ao todo, estavam em disputa 127 cadeiras na Câmara.
No Senado, onde 24 vagas estavam em jogo, a LLA conseguiu eleger 12 novos parlamentares, resultado que amplia a presença do governo nas duas casas e deve facilitar a tramitação de projetos de reforma econômica e administrativa, bandeiras centrais da atual gestão.
Logo após a divulgação dos resultados, Milei discursou a apoiadores e destacou a importância da vitória para o futuro político do país.
“Durante os próximos dois anos, temos que consolidar o caminho reformista que empreendemos para virar de uma vez por todas a história argentina. Agora estamos focados em realizar as reformas de que a Argentina precisa para consolidar o crescimento e a decolagem definitiva do país, para tornar a Argentina grande novamente. Teremos o Congresso mais reformista da história argentina”, declarou o presidente.
A fala reforça o tom de continuidade das medidas liberais que marcam o governo de Javier Milei desde o início de seu mandato. Entre as prioridades estão a redução do gasto público, a abertura econômica e o enxugamento da máquina estatal, medidas que têm provocado intensos debates dentro e fora do Congresso.
O resultado das urnas representa um divisor de águas na política argentina, tradicionalmente dominada por partidos ligados ao peronismo e às forças progressistas. Mesmo sem alcançar maioria absoluta nas duas casas, Milei ganha fôlego para tentar aprovar pautas consideradas estruturais por sua equipe econômica.
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