Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Temer vê falta credibilidade no governo Lula e defende semipresidencialismo para evitar impeachment

O ex-presidente realizou uma palestra que marcou o início de uma série de discussões para a construção de um documento intitulado "O Brasil Precisa Pensar o Brasil".

Ricardo Lélis

22 de fevereiro de 2025 às 18:43   - Atualizado às 18:43

Lula e Michel Temer.

Lula e Michel Temer. Foto: Ricardo Strucker

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta "falta de credibilidade" e atribuiu parte do problema a disputas internas no governo e no próprio Partido dos Trabalhadores.

O emedebista ainda voltou a defender a mudança do sistema de governo no País para o semipresidencialismo, o que, na visão dele, acabaria com o "trauma" do impeachment.

"Eu acho que o que está acontecendo com o atual governo é essa falta de credibilidade. E das mais variadas razões. Até das razões internas, daquela disputa entre ministérios ou do partido do governo com o próprio governo. Isso tira a credibilidade", afirmou Temer.

O ex-presidente comparou a situação atual de Lula com seu próprio governo, que, segundo ele, tinha "unidade" e "apoio do Congresso Nacional".

A declaração ocorreu na última quarta-feira, 20, quando o ex-presidente realizou uma palestra sobre o semipresidencialismo .

Veja Também

O evento foi promovido pela Fundação Ulysses Guimarães, braço de formação política e programática do MDB.

A palestra de Temer marcou o início de uma série de discussões para a construção de um documento intitulado "O Brasil Precisa Pensar o Brasil", que o MDB poderá adotar como plataforma do partido para o próximo ciclo eleitoral.

A conclusão do documento está prevista para setembro, mas antes disso haverá um ciclo de discussões nos diretórios estaduais e seções da FUG em todo o País.

Um dos tópicos do documento será a defesa do semipresidencialismo, pauta que voltou a ganhar força no Congresso com a vitória do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara.

Na palestra, Temer voltou a defender o semipresidencialismo como uma forma de dar "responsabilidade governativa" aos parlamentares e até mesmo acabar com o "trauma" do impeachment - processo político que o levou ao poder em 2016, com a destituição da então presidente petista Dilma Rousseff.

"Nós temos, no Brasil, a ideia equivocada de que o presidente manda tudo, e não manda coisa nenhuma. Só manda se tiver o apoio do Congresso Nacional", disse Temer, para quem o Congresso tem assumido atividades tipicamente do Executivo. "Eu me recordo que o Arthur Lira (PP-AL), em um dado momento, como presidente da Casa, chamou os planos de saúde para tentar fazer um grande acordo nacional. E vocês sabem que essa é uma atividade tipicamente executiva, não é uma atividade do Legislativo", lembrou o ex-presidente.

Ele ainda continuou.

"Desde o tempo do governo Itamar Franco, houve mais de 300 pedidos de impedimento. E cada pedido de impedimento, tal como o próprio impedimento, cria, sem dúvida alguma, um trauma institucional. Qual é a primeira vantagem da adoção desse sistema (semipresidencialista)? O primeiro, primeiríssimo, é que, entregando a função executiva ao Legislativo, você está dando responsabilidade governativa aos parlamentares. Mas o segundo elemento é acabar com o trauma do impedimento. Porque, em primeiro lugar, você só tem governo se você tiver a maioria do Parlamento. Enquanto não se constitui uma maioria do parlamento, você não tem governo."

Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada no último fim de semana, revelou que a maioria dos brasileiros é contra a mudança no modelo de governabilidade do país. De acordo com o levantamento, 71% rejeitam a proposta.

Para Temer, ter 18% dos brasileiros favoráveis a um modelo de governo semelhante ao da França ou de Portugal "já é um grande passo". O ex-presidente defendeu um debate amplo sobre o tema, com discussões em programas eleitorais que apresentem argumentos a favor e contra, seguido de um referendo popular.

"Evidentemente que não se pode falar nesse tema para 2026, senão vão dizer que o MDB ou o Temer quer derrubar o governo e não é isso", afirmou ele. "Mas 2030, quem sabe? Quem sabe 2034...", declarou o emedebista.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

20:41, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.
Parecer

Caso Master: PF prepara relatório sobre menções a Moraes no celular de Vorcaro, revela jornal

Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.

Lula será enrendo de carnaval.
Carnaval

Dois atores recusam convite para interpretar Lula em desfile da Acadêmicos de Niterói

A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.

Priscila Krause e Raquel Lyra.
Festejo

Raquel Lyra acompanha abertura do Carnaval no Recife e em Olinda e destaca rerforço na segurança

Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.

mais notícias

+

Newsletter