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Taxa de juros no governo Lula é a mais alta do século XXI, aponta levantamento

Selic média de 12,5% no terceiro mandato de Lula reforça histórico de juros elevados sob gestões petistas.

Portal de Prefeitura

15 de julho de 2025 às 16:18   - Atualizado às 16:33

Fernando Haddad e Lula

Fernando Haddad e Lula Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A taxa de juros no governo Lula volta ao centro das atenções, após levantamento da CNN Brasil mostrar que, dos oito mandatos presidenciais desde o ano 2000, os três períodos sob comando de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) figuram entre os cinco com juros médios mais altos do país.

No atual governo, iniciado em janeiro de 2023, a Selic registra uma média de 12,5% ao ano, o que representa o quarto maior patamar desde o início do século. O recorde segue sendo do primeiro mandato de Lula (2003–2006), quando os juros médios alcançaram expressivos 18,7% ao ano — superando, inclusive, os 18,6% registrados nos últimos anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A permanência da taxa de juros no governo Lula em níveis elevados é explicada por economistas como reflexo de um cenário global pós-pandemia com juros neutros mais altos, aliado a políticas internas expansionistas, que aumentam a percepção de risco fiscal no país.

Alta da Selic reflete cenário doméstico e pressões externas

De acordo com Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos, o “juro neutro” — taxa teórica que não estimula nem retrai a economia — se encontra acima dos níveis históricos, hoje entre 5% e 6% globalmente. No Brasil, esse número se amplia devido à insegurança fiscal.

“O país traz incertezas com políticas de gastos elevados. Com isso, o Banco Central precisa manter os juros altos para segurar a inflação”, explica Espírito Santo.

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No caso brasileiro, o governo tem adotado medidas de estímulo à atividade econômica, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ampliação do crédito para setores específicos e fortalecimento de programas sociais. Ainda que populares, essas ações pressionam a inflação e dificultam a redução da Selic.

Expectativas inflacionárias desancoradas e curva de juros tensionada

Para o economista Jason Vieira, da MoneYou, a atual resistência do Banco Central em cortar a Selic é diretamente influenciada pela percepção de aumento da dívida pública e de um ciclo de gastos governamentais.

“O maior problema da taxa de juros no governo Lula é que o próprio governo envia sinais de que não pretende conter os gastos. Isso se reflete na curva de juros e na desconfiança dos investidores”, afirma.

Vieira argumenta que o Executivo busca responsabilizar o mercado, enquanto ignora os sinais que ele próprio emite, prejudicando as ancoragens das expectativas inflacionárias — fator essencial para qualquer corte consistente de juros.

Ciclo de juros altos pode continuar sem reforma fiscal

A persistência da taxa de juros no governo Lula em patamares elevados indica que, sem reformas estruturais e responsabilidade fiscal, o Brasil continuará enfrentando crescimento econômico frágil, seguido por picos inflacionários.

“Enquanto o governo não fizer cortes estruturais de gastos e manter uma política fiscal responsável, vamos conviver com Selic elevada e ciclos curtos de crescimento”, alerta Espírito Santo.

Histórico de juros altos sob governos do PT

Além do atual mandato, os dois governos anteriores de Lula e o segundo de Dilma Rousseff também registraram Selic média acima da casa dos dois dígitos:

  • Lula 1 (2003–2006): 18,7%

  • Dilma 2 (2014–2016): 13,8%

  • Lula 3 (2023–2025): 12,5% (até agora)

  • Lula 2 (2007–2010): 11,1%

Apenas os governos Temer, Dilma 1 e Bolsonaro registraram taxas médias abaixo desses níveis, com destaque para o último, cuja média ficou em 6,6%.

Da redação do Portal com Informações da CNN Brasil 

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