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TARCÍSIO diz que PM QUE JOGOU HOMEM de ponte será EXPULSO e admite 'erro' sobre CÂMERAS

O governador descartou, porém, mudanças no comando da segurança e da PM de São Paulo após casos polêmicos envolvento a polícia.

Ricardo Lélis

05 de dezembro de 2024 às 17:48   - Atualizado às 17:49

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas Foto:Reprodução/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quinta-feira, 5 de dezembro, não ter dúvidas de que o policial militar que atirou um homem de uma ponte na zona sul de São Paulo será expulso da corporação - ele foi preso nesta manhã.

O chefe do Executivo também admitiu ter errado em sua avaliação sobre a eficácia das câmeras nas fardas dos agentes de segurança e reconheceu a necessidade de estudar aperfeiçoamento da corporação.

Apesar disso, voltou a sinalizar a permanência do secretário Guilherme Derrite do comando da Segurança Pública.

"Vai ficar preso, ser expulso da corporação, não tenho dúvidas disso", afirmou Tarcísio durante a inauguração do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A defesa do PM Luan Felipe Pereira disse, em nota, ver na prisão "claro viés de antecipação de culpa".

O caso do homem arremessado da ponte não foi isolado. O último mês foi marcado por uma sequência de violências policiais, como as mortes de uma criança de 4 anos na Baixada Santista, de um estudante de Medicina baleado em um hotel da capital e de um homem atingido nas costas após tentativa de roubo em um mercado. Diante desse cenário, Tarcísio defendeu mudanças na PM.

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"O discurso de segurança jurídica, para os agentes de segurança combaterem de forma firme o crime, não pode ser confundido com salvo conduto para fazer qualquer coisa, para descumprir regra. Isso a gente não vai tolerar. Tem uma hora que a gente tem que chamar a corporação: Espera aí. O que está acontecendo? Vamos redesenhar isso aqui."

Descartou, porém, mudanças no comando da segurança e da PM.

"Momento de crise você não deve fazer mexida. Não é hora. Imagina cada situação difícil que você enfrentar, eu deixo de ter a confiança nas pessoas e parto para uma mudança generalizada. Interpreto isso como uma coisa ruim. Entendo que ao fim e ao cabo, a responsabilidade dos problemas é minha", afirmou.

O governador também admitiu falhas pessoais, como no caso das câmeras nas fardas. Ao longo de sua gestão, ele questionou a eficácia do dispositivo e chegou a afirmar, em janeiro deste ano, que o equipamento não oferecia benefícios para a sociedade. Depois, passou a dizer que manteria o modelo.

"A questão das câmeras: eu era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão. Eu tinha uma visão equivocada, fruto da experiência pretérita que tive, que não tem nada a ver com a questão da segurança pública. Hoje, estou absolutamente convencido de que é um instrumento de proteção da sociedade, do policial. Vamos não só manter, mas ampliar o programa."

Ele defendeu ainda um estudo para entender o que é necessário fazer para investir em melhorias na corporação: programa de treinamento, reciclagem, intercâmbio entre polícias e compra de armamento não letal.

Estadão Conteúdo

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