Lula e Tarcísio de Freitas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta quarta-feira, 13, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante fórum com governadores promovido pelo Banco BTG Pactual. Segundo Tarcísio, pior do que a "crise fiscal" enfrentada pelo País é a atual "crise moral".
O governador ainda defendeu que, para o Brasil melhorar, "é só trocar o piloto que o carro é bom pra caramba".
"Nós estamos há 40 anos discutindo a mesma pessoa. O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais, não tolera mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula", afirmou Tarcísio.
"É preciso falar dessa safra de governadores. Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás", acrescentou o governador, cotado para ser candidato a presidente da República com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.
De acordo com o governador de São Paulo, as soluções para o problema fiscal do Brasil são reforma orçamentária, desvinculação de receita, desindexação e reforma de benefícios tributários.
Tarcísio citou como empecilhos a "rigidez" orçamentária, a ineficiência na alocação de recursos e a baixa qualidade do gasto.
Tarcísio utilizou a sua gestão como exemplo, ressaltando a desestatização da Companhia de Saneamento Básico, a Sabesp, e sugeriu que o governo federal "inventa despesas" e "joga dinheiro fora".
O governador também criticou o que chamou de "picuinhas" internas, como o debate sobre emendas parlamentares e o discurso tributário do governo Lula de ricos contra pobres.
"Tem um problema das emendas etc. Estamos falando de quanto? Uma discussão de R$ 40 a R$ 50 bilhões, no universo de quê? R$ 3,35 trilhões? E gastamos energia com isso por conta de um orçamento absolutamente vinculado", continuou. "O mundo está de portas abertas para o Brasil, e nós, aqui, andando numa ciranda e discutindo picuinha", disse.
E acrescentou:
"A gente não fortalece o fraco, enfraquecendo o forte. A gente não fortalece o empregado, enfraquecendo o empregador. A gente não pode promover a divisão. Se a gente ajustar as alavancas direitinho, a gente vai dar um salto. Vamos caminhar em direção à nossa vocação que é ser grande", afirmou. "A gente já fez grandes coisas, é só trocar o piloto que o carro é bom pra caramba", reforçou.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também estiveram presentes ao evento e fizeram críticas ao governo federal. Caiado, mais enfaticamente, chamou Lula de "inconsequente" e "irresponsável".
O goiano disse ainda que o petista está numa briga com o presidente norte-americano, Donald Trump, e que os governadores não podem "pagar" por isso, em referência ao tarifaço.
Estadão Conteúdo
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