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Subúrbio de Salvador atormentado pela violência em abril

Em abril, 148 pessoas foram vítimas de violência armada em Salvador e Região Metropolitana.

09 de maio de 2024 às 16:57   - Atualizado às 16:57

Ações policiais em comunidades pobres do Rio de Janeiro mantém rotina de violência e morte. Fernando Frazão/Agência Brasil Justiça

Ações policiais em comunidades pobres do Rio de Janeiro mantém rotina de violência e morte. Fernando Frazão/Agência Brasil Justiça Ações policiais em comunidades pobres do Rio de Janeiro mantém rotina de violência e morte. Fernando Frazão/Agência Brasil Justiça

Em abril, 148 pessoas foram vítimas de violência armada em Salvador e Região Metropolitana. Neste quarto relatório de 2024, o Instituto Fogo Cruzado registrou 159 tiroteios. 59 deles participaram em ações policiais e 21 em meio a disputas entre grupos armados. Essas e outras motivações resultaram na morte de 126 pessoas e deixaram outras 22 pessoas feridas.

Em abril, o Fogo Cruzado registrou 14 tiroteios com 13 vítimas (quatro mortos e nove feridos) em três bairros que compõem a região de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Em meio a disputas entre grupos armados, ações/operações policiais, perseguições e outras motivações, a violência armada fez vítimas em diferentes situações, entre elas, a bala perdida. 

As três localidades juntas lideraram o índice de registros de violência em toda a região metropolitana no mês de abril. Entre as ocorrências registradas nos bairros estão: 

  • Periperi: 4 tiroteios, 2 mortos e cinco feridos. Entre as vítimas, uma pessoa ferida por bala perdida. 
  • Mirantes de Periperi: 8 tiroteios, 1 morto e 3 feridos. Entre as vítimas, uma pessoa morta por bala perdida dentro de casa e um agente de segurança ferido. 
  • Colinas de Periperi: 2 tiroteios, 1 morto e 1 ferido. 

21 tiroteios ocorreram em meio a disputas entre grupos armados em abril. Este é o maior número de tiroteios registrados em meio a disputas em um mesmo mês de 2024. Os três bairros do complexo de Periperi registraram, juntos, nove tiroteios em meio a disputas neste mês, equivalendo a 43% dos tiroteios em meio a disputas em toda a Salvador e região metropolitana nesse período. 

Com a situação de violência na região de Periperi, serviços importantes, como escolas municipais, suspenderam as atividades . Na noite do dia 16 de abril, um policial do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi ferido enquanto atuava em uma operação no bairro de Mirantes de Periperi. Diante da situação, os responsáveis ​​pela Escola Municipal Mirantes de Periperi decidiram suspender as aulas no dia seguinte à operação. 365 alunos ficaram sem aula após o forte tiroteio na região.

O mapa da violência armada

  • Salvador: 121 tiroteios, 87 mortos e 19 feridos 
  • Camaçari: 14 tiroteios, 15 mortos e 1 ferido
  • Lauro de Freitas: 6 tiroteios4 mortos e 1 ferido
  • Simões Filho: 5 tiroteios6 mortos e 1 ferido 
  • Dias D'ávila: 3 tiroteios e 3 mortos 
  • Mata de São João: 3 tiroteios e 4 mortos
  • Candeias: 2 tiroteios e 2 mortos 
  • São Francisco do Conde: 2 tiroteios e 2 mortos 
  • Madre de Deus: 1 tiroteio e 1 morto 
  • São Sebastião do Passé: 1 tiroteio e 1 morto
  • Vera Cruz: 1 tiroteio e 1 morto

Entre os bairros mais afetados pela violência armada no mês de abril, estão:

  • Mirantes de Periperi (Salvador): 8 tiroteios, 1 morto e 3 feridos
  • Paripe (Salvador): 5 tiroteios e 5 mortos
  • Pernambués (Salvador): 5 tiroteios e 2 mortos 
  • Valéria (Salvador): 5 tiroteios e 4 mortos
  • Beiru/Tancredo Neves (Salvador): 4 tiroteios e 3 mortos
  • IAPI (Salvador): 4 tiroteios3 mortos e 2 feridos
  • Mussurunga (Salvador): 4 tiroteios3 mortos

O perfil da violência armada

  • Foram registrados 159 tiroteios em abril, um aumento de 31% em comparação ao número de tiroteios no mesmo período do ano passado (121).
  • 148 pessoas foram baleadas em Salvador e RMS: 126 morreram e 22 ficaram feridas. Houve um aumento de 26% no número de baleados em relação a abril de 2023, onde 117 pessoas foram baleadas, sendo 94 mortos e 23 feridos.  
  • Do total de tiroteios registrados no período (159), 59 deles ocorreram durante ações e operações policiais. Em abril de 2023, o Instituto Fogo Cruzado registrou 121 tiroteios e identificou que 48 deles ocorreram em ações e operações policiais. Lá pra cá foi registrado um aumento de 23% nesses casos. 
  • Entre os 126 mortos, 120 eram homens, cinco eram mulheres e um não teve o gênero identificado. 22 pessoas foram feridas por arma de fogo: 21 homens e uma mulher. 
  • Considerando a faixa etária das vítimas, em abril quatro adolescentes foram mortos e 144 adultos baleados: 122 foram mortos e 22 feridos.
  • Entre as vítimas identificadas como negras, 58 foram mortas e quatro ficaram feridas; entre as brancas, uma foi morta e outra ferida. Não foi possível identificar o recorte racial de 84 pessoas (67 mortas e 17 feridas).
  • Em abril, 10 pessoas foram atingidas por arma de fogo dentro de residências: oito pessoas morreram e duas ficaram feridas. Duas pessoas foram mortas e uma ficou ferida dentro de bares e três pessoas foram mortas dentro de automóveis. 
  • Três agentes de segurança foram feridos por arma de fogo. 
  • Uma liderança religiosa foi morta.
  • Um mototaxista e um rifeiro foram mortos. 
  • Duas pessoas foram mortas e duas feridas por bala perdida. No mesmo período do ano anterior duas pessoas foram feridas por bala perdida.
  • Duas chacinas foram registradas, seis pessoas morreram. 
  • 21 tiroteios ocorreram em meio a disputas: 12 pessoas foram mortas e seis ficaram feridas. Este foi o maior número de tiroteios registrados no meio das disputas neste ano . Em abril de 2023 foram registrados dez tiroteios em meio a disputas, onde 11 pessoas foram mortas e seis feridas.
  • Cinco tiroteios ocorreram em meio a perseguições, que resultaram na morte de duas pessoas e deixaram um ferido. Neste mesmo período em 2023, foram registrados 12 tiroteios em meio a perseguições, com sete mortos e quatro feridos. 

SOBRE O FOGO CRUZADO

O Fogo Cruzado é um Instituto que utiliza tecnologia para produzir e divulgar dados abertos e colaborativos sobre violência armada, fortalecendo a democracia através da transformação social e da preservação da vida. 

Com uma metodologia própria e inovadora, o laboratório de dados da instituição produz mais de 50 indicadores inéditos sobre violência nas regiões metropolitanas do Rio, do Recife, de Salvador e de Belém.

Através de um aplicativo de celular, o Fogo Cruzado obtém e disponibiliza informações sobre tiroteios, verificadas em tempo real, que são o único banco de dados aberto sobre violência armada da América Latina, que pode ser acessado gratuitamente pela API do Instituto.

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