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Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital após queda e exige laudo médico

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma crise, caiu e bateu a cabeça em um móvel.

Ricardo Lélis

06 de janeiro de 2026 às 18:37   - Atualizado às 18:37

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira, 6 de janeiro, a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.

“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho. 

Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.

Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”. 

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Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”. 

Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”. 

Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.

Agência Brasil

Moraes libera visitas dos filhos

O ministro  Alexandre de Moraes decidiu em dezembro do ano passado, flexibilizar as regras para visitas familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dispensando a exigência de autorização prévia para a entrada dos filhos.

Com validade permanente, o despacho autoriza os encontros com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Laura Bolsonaro, a caçula do ex-presidente.

As visitas estão restritas às terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos. A decisão também fixa o limite de dois familiares por dia, com a determinação de que os encontros ocorram separadamente.

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