Governador da Paraíba com alunos de escola pública Foto: Divulgação/Secom/Paraíba
A situação da rede pública de ensino médio na Paraíba revela um dos cenários mais preocupantes da educação brasileira. Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, apenas 3,5% dos alunos da rede pública no estado apresentam nível de aprendizado considerado adequado em Português e Matemática — disciplinas essenciais para o desenvolvimento acadêmico, profissional e cidadão.
Esse percentual alarmante é menos da metade da média geral do estado, que já é baixa: apenas 6,1% dos estudantes do ensino médio na Paraíba, incluindo redes públicas e privadas, alcançam o nível esperado de conhecimento nessas áreas. Na rede privada, o índice sobe para 21%, o que evidencia uma grave desigualdade educacional entre alunos de diferentes contextos sociais.
Para especialistas, o dado de 3,5% da rede pública é um reflexo direto da falta de investimento consistente, da precarização da formação docente, da ausência de suporte pedagógico e da infraestrutura deficiente em muitas escolas.
A crise no ensino médio público da Paraíba começa cedo. Ainda nos anos finais do ensino fundamental, apenas 8,2% dos alunos da rede pública atingem nível adequado de aprendizado. Nos anos iniciais, a situação melhora levemente, mas continua crítica: 28,5% alcançam o desempenho esperado no 5º ano.
Enquanto isso, a taxa de conclusão da pré-escola chega a 92%, mostrando que o acesso à educação melhorou, mas a qualidade do ensino na rede pública, especialmente no ensino médio, está muito aquém do necessário. Para Carla, é preciso pensar em uma transformação estrutural: “Revisar o currículo, valorizar os professores, oferecer formação contínua e garantir tempo integral são passos indispensáveis”.
Apenas 3,5% dos alunos da rede pública do ensino médio na Paraíba saem da escola com o mínimo necessário em Português e Matemática. Esse número não pode ser ignorado. É mais do que estatística — é um grito de socorro de um sistema que precisa urgentemente de resgate.
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As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.
Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
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