Segundo o pastor, "a direita pura não ganha eleição", o que, em sua avaliação, exige uma postura mais racional na escolha de candidatos capazes de alcançar públicos mais amplos.
Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro. (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais e Jefferson Rudy/Agência Senado)
O pastor Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira, 21 de janeiro, que não considera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um nome capaz de vencer as eleições presidenciais e avaliou que a melhor aposta da direita estaria entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao SBT, Malafaia disse que Flávio Bolsonaro, assim como Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (PSD), possui competência para comandar o País, mas ainda não demonstra capilaridade suficiente para reunir votos em escala nacional.
"A questão não é ter a competência para ser presidente da república, a questão é quem pode vencer essa corja que está destruindo o país. (...) Eu não tenho nada pessoal contra o Flávio, eu sou amigo deles, mas eu aprendi que a verdade tem que ser absoluta. Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar Lula", disse em entrevista ao SBT.
Segundo o pastor, “a direita pura não ganha eleição”, o que, em sua avaliação, exige uma postura mais racional na escolha de candidatos capazes de alcançar públicos mais amplos.
Ao justificar sua posição, Malafaia afirmou que Tarcísio de Freitas tem força eleitoral por governar um dos maiores estados do país, enquanto Michelle Bolsonaro reúne “a direita, as mulheres, os evangélicos” e “é filha de nordestinos”, características que, segundo ele, poderiam ampliar a base de apoio além do eleitorado bolsonarista tradicional.
“Para se ganhar a eleição contra Lula, tem que juntar centro e direita. Senão juntar, ninguém ganha eleição.”, declarou o pastor. Na avaliação de Malafaia, Flávio Bolsonaro seria o adversário ideal para a base governista, por não mobilizar plenamente a direita e ainda enfrentar resistências dentro do centrão.
Apesar do confronto aberto entre o pastor Silas Malafaia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos, os dois já estiveram do mesmo lado no passado.
Nas eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa presidencial, Malafaia apoiou o petista e teve papel importante na sua aproximação com o eleitorado evangélico, especialmente em momentos decisivos da campanha.
Com forte influência entre lideranças religiosas e fiéis, o pastor contribuiu para que Lula transitasse por um segmento historicamente mais conservador, abrindo espaço para diálogo com pastores e comunidades evangélicas que, à época, ainda viam o PT com desconfiança. A aliança se manteve, e em 2006, quando Lula foi reeleito, Malafaia voltou a apoiar sua candidatura.
O apoio do pastor foi considerado estratégico para ampliar a base de Lula e construir pontes com o público religioso, ajudando a consolidar parte do voto evangélico em favor do petista.
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