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Servidora que recebeu "Dama do Tráfico" volta ao governo Lula após oito meses afastada

Na ocasião, Érica Meireles, que hoje ocupa uma secretaria sob a gestão de Gleisi Hoffmann, recebeu Luciane e publicou uma foto nas redes sociais.

Gabriel Alves

17 de abril de 2025 às 12:31   - Atualizado às 12:32

Servidora ao lado de Dama do Tráfico.

Servidora ao lado de Dama do Tráfico. Foto: Reprodução

Cerca de oito meses após deixar o governo Lula (PT), a servidora Érica Meireles de Oliveira voltou a ocupar um cargo na gestão federal. Ela ficou conhecida por ter recebido Luciane Barbosa Farias, conhecida como dama do tráfico no Amazonas, durante uma agenda oficial no Ministério dos Direitos Humanos, em maio de 2023.

Na ocasião, Luciane chegou a publicar nas redes sociais uma foto do encontro com Érica, agradecendo o “acolhimento” à pauta apresentada. Ela participou da reunião como presidente da Associação Instituto Liberdade do Amazonas, entidade que alegava oferecer assistência “jurídica” e “social” a pessoas presas no estado.

Agora, Érica assume uma função na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, chefiada por Gleisi Hoffmann. A nomeação foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 9 de abril.

Na época em que recebeu Luciane, Érica atuava como coordenadora de gabinete da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Posteriormente, em março de 2023, ela foi transferida para a Secretaria de Acesso à Justiça, no Ministério da Justiça. No entanto, deixou o cargo em agosto do mesmo ano.

À época, Érica afirmou que havia saído para integrar a campanha do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo. Boulos, no entanto, acabou derrotado no segundo turno pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).

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Dama do tráfico

Luciane é casada com Clemilson dos Santos Farias, conhecido como Tio Patinhas, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho no Amazonas. Preso desde dezembro de 2022, Clemilson é um dos líderes da facção criminosa no estado.

Já Luciane teve sua prisão definitiva decretada em janeiro deste ano, após ser condenada a 10 anos de reclusão pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome de Luciane ganhou repercussão nacional após duas visitas ao Ministério da Justiça em 2023. Na primeira, realizada em 19 de março, ela participou de uma reunião com Elias Vaz, então secretário Nacional de Assuntos Legislativos. Já no segundo encontro, em 2 de maio, ela se reuniu com Rafael Velasco Brandani, que ocupava o cargo de secretário nacional de Políticas Penais.

O Ministério da Justiça confirmou ambas as agendas após a repercussão. Segundo a pasta, a presença de Luciane foi viabilizada por meio de um pedido feito pela advogada Janira Rocha, ex-deputada estadual do Rio de Janeiro pelo PSOL, para receber uma delegação de mulheres.

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