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Servidores fazem ato nesta terça (8), contra proposta de R$ 1 da prefeitura no vale alimentação

Categoria vai realizar mobilização na Câmara Municipal cobrando apoio de vereadores da capital pernambucana.

Everthon Santos

08 de abril de 2025 às 08:07   - Atualizado às 08:07

Prefeito João Campos e Vereador Osmar Ricardo

Prefeito João Campos e Vereador Osmar Ricardo Fotos: Portal de Prefeitura e Reprodução/ Redes Sociais

A semana começa com novas mobilizações das professoras e professores da rede municipal do Recife. A categoria, organizada pelo Sindicato dos Profissionais da Rede Municipal do Recife (SIMPERE), realiza duas importantes atividades nos próximos dias: uma plenária com mobilização na Câmara Municipal, nesta terça-feira (8), às 8h, e uma Assembleia Geral no pátio da Prefeitura do Recife, na quinta-feira (10), às 14h, durante o horário da mesa de negociação com a gestão.

Os atos se intensificam porque a Prefeitura do Recife insiste em não cumprir a Lei do Piso, que obriga estados e municípios a reajustarem os salários dos profissionais da educação básica todos os anos.

Para 2025, o índice definido foi de 6,27%, mas o prefeito João Campos (PSB) se recusa a aplicar o reajuste. Além disso, a gestão propôs um aumento de apenas R$ 1 no tíquete-refeição dos servidores, a partir de abril — um valor que não paga nem uma refeição na Região Metropolitana.

“Essa proposta é imoral. Enquanto os professores enfrentam condições precárias nas escolas, a Prefeitura nos oferece R$ 1 de reajuste no tíquete como se fosse algo razoável, além de não fazer proposta alguma para o reajuste salarial. Isso mostra que a educação pública de qualidade está longe de ser prioridade na atual gestão”, afirma Jaqueline Dornelas, coordenadora geral do SIMPERE.

O SIMPERE também destaca o contraste entre os cortes para os servidores e os gastos com a máquina administrativa da Prefeitura. No início deste ano, foi aprovada pela Câmara Municipal — e sancionada no mesmo dia pelo prefeito — uma lei que amplia em 25% o número de cargos comissionados e gratificações.

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A medida representa um impacto de R$ 65 milhões aos cofres públicos, em um momento em que a valorização dos trabalhadores da educação é deixada de lado.

“Enquanto a gestão aumenta cargos e gratificações, empurra os professores e outros servidores municipais para a beira do colapso. É revoltante perceber que existe dinheiro, mas ele é usado para beneficiar apadrinhados, e não quem constrói a educação pública com dignidade e esforço diário”, critica Anna Davi, também da coordenação do sindicato.

Com a mobilização desta terça (8), o sindicato busca pressionar as vereadoras e vereadores a se posicionarem ao lado da educação pública. Já na quinta-feira (10), durante a assembleia, a categoria vai deliberar sobre os rumos da Campanha Salarial 2025 e avaliar a deflagração do estado de greve.

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