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CPMI identificou igrejas e pastores no esquema de fraudes no INSS, diz Damares Alves

De acordo com a senadora, em razão desse cenário, a comissão tem sido alvo de lobbys contrários ao avanço das apurações.

Ricardo Lélis

14 de janeiro de 2026 às 16:45   - Atualizado às 16:45

Damares Alves.

Damares Alves. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou no último domingo, 11 de janeiro, que o colegiado tem sofrido pressões de pessoas e instituições interessadas em dificultar o avanço das apurações.

Segundo a parlamentar, as investigações identificaram a participação de líderes religiosos influentes no esquema, incluindo “grandes igrejas” e “grandes pastores”.

Em entrevista ao SBT News, Damares relatou que a identificação desses nomes tem gerado reações contrárias ao aprofundamento das investigações.

"Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: “não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes", afirmou a senadora, ao comentar se há tentativas de atravancar os trabalhos da CPMI.

De acordo com Damares, em razão desse cenário, a comissão tem sido alvo de lobbys contrários ao avanço das apurações.

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A senadora também destacou que o alcance das investigações tem superado as expectativas iniciais dos parlamentares.

"Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito", frisou.

Ainda durante a entrevista, Damares Alves avaliou que o trabalho desenvolvido no Congresso “marca uma nova era” das comissões parlamentares no país. Segundo ela, a CPMI “vai fazer entregas” e alcançar governos de diferentes campos políticos.

Ministra do STM

Um relatório de inteligência financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras e enviado à CPMI do INSS identificou um pagamento de R$ 700 mil feito por uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, ao escritório de advocacia da atual ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman.

O repasse ocorreu antes da posse da magistrada na Corte militar e passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela CPMI que apura irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social.

O documento do Coaf aponta que o valor saiu da ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, empresa citada pela Polícia Federal como parte da estrutura utilizada pelo empresário para movimentar grandes quantias de dinheiro.

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