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Secretária do ministério de Anielle pede demissão e alega problema na comunicação do governo Lula

Márcia Lima também criticou a falta de visibilidade das políticas públicas que a secretaria liderou nos últimos meses.

Gabriel Alves

09 de abril de 2025 às 08:46   - Atualizado às 09:10

Agora ex-secretária do ministério da Igualdade Racial e Lula ao lado de Anielle Franco.

Agora ex-secretária do ministério da Igualdade Racial e Lula ao lado de Anielle Franco. Fotos: Cebrap/Reprodução e Marcelo Camargo/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

A secretária de Políticas Afirmativas do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Márcia Lima, anunciou sua saída da pasta na terça-feira, 9 de abril. Em sua justificativa, ela apontou dificuldades relacionadas à autonomia de sua atuação e à falta de efetividade nas estratégias de comunicação do Governo Federal.

Márcia explicou que o principal motivo para pedir demissão foi a perda de autonomia na definição de sua equipe.

“Eu sempre tive muita autonomia na gestão da Secretaria. Mas, recentemente, as decisões de composição da equipe passaram a ser tomadas pela alta gestão do ministério. Eu senti, então, que era o momento de pedir minha demissão. Definir o perfil da equipe não era mais uma atribuição minha”, afirmou.

Além da mudança na gestão interna, Márcia também criticou a falta de visibilidade das políticas públicas que a secretaria liderou nos últimos meses. Entre os avanços que, segundo ela, não foram devidamente divulgados, estão a revisão da Lei de Cotas no ensino superior, a renovação da política de cotas no serviço público — que ampliou de 20% para 30% a reserva de vagas — e o Plano Juventude Negra Viva, criado para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra à mortalidade.

Para Márcia, o Plano Juventude Negra Viva se destaca por ser “sólido” e por incluir mecanismos de monitoramento, além de um guia para acompanhar a participação dos ministérios envolvidos. No entanto, ela destacou que a principal fragilidade está na ausência de engajamento político:

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“O compromisso que os ministérios envolvidos no plano têm que ter. Tem que estar na voz de todos os ministros, na voz do presidente Lula”.

A ex-secretária também mencionou o desafio de comunicar temas raciais dentro da estrutura do governo.

“Quando eu falo de comunicar, é um desafio para esse governo. Primeiro pelo número de ministérios que tem. E porque a pauta racial é uma pauta que tem ainda muita resistência para dentro do governo, para o legislativo. Construir uma pauta de igualdade racial é um enorme desafio”, completou.

Outro ponto de destaque em sua gestão foi a elaboração, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), de uma estratégia de comunicação antifascista. O objetivo, segundo Márcia, era orientar a comunicação dos demais ministérios sobre o tema. Embora o plano tenha sido lançado em dezembro de 2023, não recebeu divulgação institucional.

Na avaliação da ex-secretária, o governo precisa melhorar sua capacidade de comunicar os avanços que realiza.

“Uma das coisas mais importantes que a gente fez, e espero que ganhe mais espaço no governo, foi o grupo de comunicação antifascista, construído junto com a Secom […] Esse plano de comunicação pode ser um avanço real para esse problema de como falar da questão racial na gestão pública. É uma das conquistas que a gente tem e a gente nunca ouviu falar. Lançamos em dezembro do ano passado. Nunca vi uma linha sobre isso. É um enorme avanço e não ganhou visibilidade”, concluiu.

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