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Rússia é acusada de invadir espaço aéreo da Estônia com três caças

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou que respondeu de imediato à movimentação russa e interceptou os jatos.

Isabella Lopes

19 de setembro de 2025 às 15:41   - Atualizado às 15:47

Presidente russo Vladimir Putin.

Presidente russo Vladimir Putin. Foto: Kremilin/Redes Sociais/Reprodução

Na manhã desta sexta-feira, 19 de setembro, foi marcada por mais um episódio de tensão no Leste Europeu. O governo da Estônia denunciou que três caças MiG-31 da Rússia teriam entrado em seu espaço aéreo e permanecido por cerca de 12 minutos, em uma ação que autoridades locais classificaram como “uma incursão descarada” e de “brutalidade sem precedentes”.

O incidente ocorreu sobre o Golfo da Finlândia, região estratégica que banha as capitais Tallinn, na Estônia, e Helsinque, na Finlândia. Segundo comunicado oficial, essa foi a quarta violação do espaço aéreo estoniano pela Rússia somente em 2025, mas a primeira envolvendo três aeronaves militares de combate em simultâneo.

Resposta da Otan e da União Europeia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou que respondeu de imediato à movimentação russa e interceptou os jatos. Um porta-voz da aliança reforçou que o episódio demonstra o “comportamento imprudente da Rússia” e destacou a prontidão das forças ocidentais em agir.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também se manifestou. Ela afirmou que a União Europeia aumentará a pressão sobre Moscou na mesma medida em que cresçam as provocações. “Responderemos a cada violação e manteremos nosso apoio aos países da região”, declarou.

Margus Tsahkna, ministro das Relações Exteriores da Estônia, foi ainda mais direto: “A Rússia já violou nosso espaço aéreo quatro vezes neste ano, o que por si só é inaceitável. Mas a incursão de hoje, envolvendo três caças, é de uma ousadia sem precedentes.”

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Escalada recente de episódios semelhantes

O caso na Estônia não foi isolado. Em menos de dez dias, esse foi o terceiro incidente envolvendo aeronaves russas e países membros da Otan. No início do mês, drones de ataque vindos da Rússia atravessaram o espaço aéreo da Polônia, obrigando o governo local a acionar caças próprios e aliados.

Na ocasião, 19 drones foram identificados, e alguns deles abatidos. Os destroços ficaram espalhados por diferentes regiões, e uma residência chegou a ser atingida, embora ninguém tenha ficado ferido.

Poucos dias depois, a Romênia também acusou Moscou de ter enviado drones que cruzaram sua fronteira durante ataques realizados contra a Ucrânia. Pilotos romenos chegaram a se preparar para abater o equipamento, que voava em baixa altitude, mas o objeto deixou o espaço aéreo nacional antes da ação.

Artigo 4 e reforço militar

A série de violações intensificou a preocupação dos aliados da Otan. Após o incidente na Polônia, o governo polonês invocou o Artigo 4 do tratado, que prevê consultas urgentes entre os membros quando há ameaça à integridade territorial ou à segurança de qualquer Estado participante.

Na reunião emergencial, os países concordaram em reforçar a presença militar no flanco oriental da aliança, especialmente na Polônia e na Lituânia, com envio de equipamentos e tropas adicionais.

A visão europeia sobre as provocações

Kaja Kallas, Alta Representante da Comissão Europeia para Negócios Estrangeiros, classificou a violação do espaço aéreo estoniano como uma “provocação extremamente perigosa”. Segundo ela, a Rússia estaria testando “a determinação do Ocidente” ao promover sucessivos incidentes.

Autoridades da União Europeia avaliam que o objetivo do Kremlin pode ser medir a capacidade de resposta das forças ocidentais, principalmente em países bálticos, considerados mais vulneráveis a uma eventual expansão do conflito iniciado em 2022 na Ucrânia.

 

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