Rosa Amorim na Alepe. Foto: Roberto Soares/Alepe
A deputada estadual Rosa Amorim (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para defender a realização de uma audiência pública que vai tratar sobre a prostituição no estado.
A Comissão de Cidadania da casa aprovou o requerimento que propõe o debate.
A parlamentar destacou a importância de ouvir as profissionais do sexo e discutir os desafios enfrentados por essas mulheres, com foco nas violências sofridas e na falta de garantias de direitos.
Durante seu discurso, Rosa Amorim afirmou que a Alepe precisa dar espaço para todas as vozes da sociedade, especialmente aquelas que, segundo ela, vivem à margem e quase nunca são ouvidas.
“Estamos falando de uma profissão milenar, a mais antiga da humanidade. Se essas mulheres querem discutir as violências que enfrentam no dia a dia, essa Casa tem o dever de ouvi-las”, declarou a deputada.
O deputado estadual Júnior Tércio (PP) também se manifestou publicamente contra a aprovação da audiência pública.
“Audiência pública sobre os ‘desafios’ das prostitutas?! Você não leu errado. Isso foi aprovado na Alepe com o voto a favor do pessoal da esquerda”, escreveu o parlamentar.
Ele argumentou que há temas mais urgentes a serem tratados pelo poder legislativo.
“É inacreditável que, em meio a tantos problemas reais que nosso povo enfrenta, ainda se priorizem pautas que só trazem destruição, desintegram famílias e desviam vidas para caminhos sombrios”, afirmou.
O deputado também apontou que trabalhadores de outras categorias seguem sem atenção adequada do Estado.
“Enquanto isso, trabalhadores de verdade seguem ignorados, sem o devido apoio que tanto precisam”, acrescentou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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