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Ricardo Lewandowski pretende deixar o Ministério da Justiça do Governo Lula

O ministro avisou a secretários e pessoas próximas dentro da pasta por meio de telefonemas.

Redação

06 de janeiro de 2026 às 13:10   - Atualizado às 13:12

Presidente Lula e ministro Lewandowski.

Presidente Lula e ministro Lewandowski. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comunicou a auxiliares diretos e a integrantes da cúpula do ministério que pretende deixar o comando da pasta nos próximos dias. As informações são do Metrópoles.

O aviso ocorreu na segunda-feira, 5 de janeiro, por meio de telefonemas feitos pelo próprio ministro a secretários e pessoas próximas dentro do Ministério da Justiça. 

A decisão acontece após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em dezembro, que estuda a divisão do atual Ministério da Justiça e da Segurança Pública em duas estruturas distintas. A sinalização do presidente mudou o cenário político dentro da pasta e abriu espaço para disputas internas sobre o futuro do comando da área.

Na avaliação de Lewandowski, a divisão do ministério reduziria de forma significativa sua influência e seu campo de atuação. Hoje, a pasta concentra temas estratégicos, como políticas de segurança pública, sistema penitenciário, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e articulação institucional com estados e municípios. Com a separação, parte dessas atribuições poderia migrar para um novo ministério, esvaziando o poder político do titular da Justiça.

Dentro do governo, uma ala do Partido dos Trabalhadores defende que a criação da nova pasta aconteça ainda neste ano. O movimento leva em conta o cenário eleitoral de 2026, quando Lula deve buscar a reeleição. Para esse grupo, a área da segurança pública tem peso político relevante e pode se transformar em um ativo eleitoral importante, especialmente diante da preocupação crescente da população com o tema.

Ao comunicar sua intenção de deixar o cargo, Lewandowski optou por avisar primeiro sua equipe mais próxima. Segundo relatos de integrantes do ministério, ele explicou que a eventual divisão da pasta tornaria sua permanência menos viável do ponto de vista político e administrativo. A leitura interna é que o ministro não pretende permanecer em um cargo com atribuições reduzidas ou em meio a uma reorganização que retire protagonismo da área sob seu comando.

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