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Por que o reajuste do salário mínimo de 2026 deve ser menor do que o previsto?

O salário mínimo serve como referência para despesas federais, incluindo aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial.

Fernanda Diniz

01 de dezembro de 2025 às 13:18   - Atualizado às 13:36

Presidente Lula e Fernando Haddad.

Presidente Lula e Fernando Haddad. Foto: Ricardo Stuckert

O governo do presidente Lula revelou que deve reduzir a projeção de reajuste do salário mínimo de 2026 devido ao principal fator que compõe a fórmula de correção do piso: a inflação menor que a esperada.

Como os preços de produtos e serviços estão subindo menos do que o previsto, a inflação medida pelo INPC, indicador usado para calcular o reajuste, deve fechar o ano abaixo das estimativas iniciais.

Com uma inflação mais baixa, o aumento do salário mínimo automaticamente diminui, já que o índice é a base da atualização anual.

Por causa dessa desaceleração inflacionária, o governo agora estima um reajuste de cerca de 7,2%, o que levaria o piso dos atuais R$ 1.518 para aproximadamente R$ 1.627 em 2026. Antes, esperava-se que chegasse a R$ 1.631.

O valor final depende da divulgação oficial do INPC nos próximos dias, mas a tendência é de pouca variação em relação à nova estimativa.

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Embora o salário mínimo sirva como referência para despesas federais, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial, o Ministério do Planejamento não solicitou revisão dessas despesas ao enviar as novas projeções ao Congresso.

Segundo o Ministério do Planejamento, eventuais cortes dependerão do Legislativo.

“De todo modo e tudo o mais constante, a projeção menor tem o efeito de reduzir os gastos com aposentadorias, pensões e outros benefícios. No entanto, a atualização da projeção depende de outros fatores, como a variação da base de beneficiários, cabendo ao Congresso avaliar a conveniência e oportunidade de alterar as estimativas dos gastos previdenciários e sociais durante a tramitação do PLOA [projeto de Orçamento]”, informou.

A fórmula atual de reajuste combina a inflação acumulada em 12 meses até novembro com o crescimento do PIB, respeitando o limite imposto pelo arcabouço fiscal, que permite aumento de no máximo 2,5% acima da inflação.

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