Presidente Lula e Fernando Haddad. Foto: Ricardo Stuckert
O governo do presidente Lula revelou que deve reduzir a projeção de reajuste do salário mínimo de 2026 devido ao principal fator que compõe a fórmula de correção do piso: a inflação menor que a esperada.
Como os preços de produtos e serviços estão subindo menos do que o previsto, a inflação medida pelo INPC, indicador usado para calcular o reajuste, deve fechar o ano abaixo das estimativas iniciais.
Com uma inflação mais baixa, o aumento do salário mínimo automaticamente diminui, já que o índice é a base da atualização anual.
Por causa dessa desaceleração inflacionária, o governo agora estima um reajuste de cerca de 7,2%, o que levaria o piso dos atuais R$ 1.518 para aproximadamente R$ 1.627 em 2026. Antes, esperava-se que chegasse a R$ 1.631.
O valor final depende da divulgação oficial do INPC nos próximos dias, mas a tendência é de pouca variação em relação à nova estimativa.
Embora o salário mínimo sirva como referência para despesas federais, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial, o Ministério do Planejamento não solicitou revisão dessas despesas ao enviar as novas projeções ao Congresso.
Segundo o Ministério do Planejamento, eventuais cortes dependerão do Legislativo.
“De todo modo e tudo o mais constante, a projeção menor tem o efeito de reduzir os gastos com aposentadorias, pensões e outros benefícios. No entanto, a atualização da projeção depende de outros fatores, como a variação da base de beneficiários, cabendo ao Congresso avaliar a conveniência e oportunidade de alterar as estimativas dos gastos previdenciários e sociais durante a tramitação do PLOA [projeto de Orçamento]”, informou.
A fórmula atual de reajuste combina a inflação acumulada em 12 meses até novembro com o crescimento do PIB, respeitando o limite imposto pelo arcabouço fiscal, que permite aumento de no máximo 2,5% acima da inflação.
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Mesmo com saldo positivo de 752 vagas formais em janeiro de 2026,um total de 23% das famílias recifenses ainda dependem de programas sociais.
No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto.
O bairro sofre há décadas com enchentes e moradores enfrentam perdas materiais, problemas de saúde e vulnerabilidade social.
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