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PT aciona TSE contra 'IA Dona Maria' que faz críticas ao partido nas redes sociais

O personagem é um avatar criado por inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher de meia-idade crítica ao governo do presidente.

25 de abril de 2026 às 14:08   - Atualizado às 14:14

Foto: Reprodução/Redes sociais e Partido dos Trabalhadores (PT)

A federação formada por PT, PV e PC do B acionou a Justiça Eleitoral para pedir a suspensão, nas plataformas digitais, do perfil Dona Maria. O personagem é um avatar criado por inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher de meia-idade crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os partidos alegam que o conteúdo utiliza inteligência artificial e recursos de deepfake para realizar propaganda eleitoral antecipada.O pedido inclui a retirada do perfil das redes sociais. Um dos vídeos publicados pela personagem alcançou 22 milhões de visualizações antes de ser removido do Instagram por excesso de palavrões. 

Segundo levantamento da consultoria Arquimedes, os conteúdos do perfil somaram cerca de 102,1 milhões de visualizações e 10,5 milhões de interações.

Os números indicam um alcance expressivo e forte capacidade de distribuição. O volume de reproduções equivale a aproximadamente 140 vezes o total de seguidores da conta. Isso sugere que os vídeos circulam para além da audiência direta, impulsionados pelo formato Reels, compartilhamentos e recomendação algorítmica.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Por trás 

O perfil está no motorista de aplicativo Daniel Cristiano dos Santos, de 37 anos. Na descrição da conta, ele informa que o conteúdo é produzido com inteligência artificial. O perfil apresenta Dona Maria como a “voz do povo brasileiro de bem” é uma “personagem criada com IA”.

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“Não me considero bolsonarista. Apoiei o Jair Bolsonaro na eleição de 2018, mas houve momentos em que não concordei com suas atitudes. Vejo até outros políticos da direita que acredito que seriam melhores, como o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini, mas no cenário polarizado, como um segundo turno entre Lula e Flávio, faço até campanha para o filho do Bolsonaro”, disse Daniel. 

Há ainda um vídeo fixado explicando como o avatar é desenvolvido. Segundo Daniel, ao longo de quase um ano de existência, o conteúdo foi ajustado para gerar mais engajamento. Entre as mudanças, houve redução no uso de palavrões e a decisão de evitar citar nominalmente políticos.

Lula, por exemplo, costuma ser mencionado por apelidos. Daniel afirma que não se considera bolsonarista. Ele relata ter apoiado Jair Bolsonaro em 2018, mas diz não concordar com todas as suas atitudes. Também cita outros nomes da direita que considera melhores opções, como Abilio Brunini e Romeu Zema.

Apesar disso, admite que em um cenário polarizado entre Lula e Flávio Bolsonaro, apoiaria o filho do ex-presidente. O produtor de conteúdo também revelou que monetiza o perfil. Segundo ele, a renda mensal obtida gira em torno de R$ 1.500.
 

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