Presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Flávio do Cartório. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), já tinha um mandado de prisão em aberto e mantinha rotina observada discretamente desde a deflagração da Operação Alvitre. A informação consta no boletim de ocorrência e foi divulgada primeiramente pelo G1.
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta terça-feira, 18 de novembro, os vereadores Flávio do Cartório e Professor Eduardo (PSD), presidente e primeiro vice-presidente da Câmara Municipal. Os dois foram detidos no estacionamento de um supermercado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, enquanto carregavam uma quantia alta em dinheiro. A ação ocorre em meio ao avanço das investigações sobre possíveis desvios milionários de emendas parlamentares no município.
A abordagem aconteceu no fim da tarde, quando os agentes flagraram os vereadores dentro de um carro com uma sacola contendo R$ 14.267 em espécie.
Além do valor inicial, as equipes encontraram mais dinheiro em um segundo veículo ligado ao presidente da Câmara. Dentro de uma nécessaire, havia dois envelopes usados para guardar cédulas: um deles vazio e o outro com R$ 3 mil.
A polícia também registrou que Flávio carregava R$ 121 na carteira. Durante a revista, os agentes apreenderam ainda uma pasta com anotações e documentos que listavam nomes de servidores da Câmara de Ipojuca e valores que, somados, chegavam a R$ 345 mil. Para os investigadores, esse material pode indicar o controle mensal de um esquema de “rachadinha”, prática que consiste na devolução de parte do salário de servidores contratados.
A apreensão reforça as suspeitas já levantadas pela Operação Alvitre, que se concentra no possível desvio de verbas destinadas a emendas parlamentares. Os policiais acreditam que o montante encontrado e as anotações revelam movimentações financeiras incompatíveis com a rotina funcional dos parlamentares. Tudo passará agora por análise detalhada para ajudar a confirmar os caminhos do dinheiro investigado.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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