Prefeitura do Recife garante ter licença e ignora ordem de embargo da CPRH em terreno de Boa Viagem. Foto: Reprodução
O secretário de Habitação da Prefeitura do Recife, Felipe Cury, esteve neste sábado, 16 de agosto, na Rua 20 de Janeiro, em Boa Viagem, para falar sobre a derrubada de árvores no terreno onde serão erguidos os habitacionais Vila Aeronáutica I e II, vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida.
A presença do gestor ocorreu em meio à repercussão sobre a derrubada das árvores, que gerou questionamentos de moradores da região.
De acordo com Felipe Cury, a intervenção no espaço já acontece há cerca de dois meses, com a execução de demolições e, mais recentemente, a etapa de supressão de 130 árvores catalogadas no projeto.
O secretário afirmou que todas as árvores retiradas terão reposição em dobro em diferentes áreas da cidade, como praças e espaços públicos. Segundo ele, a medida busca cumprir as exigências ambientais e, ao mesmo tempo, compensar os impactos da obra.
Felipe Cury destacou que o projeto habitacional pretende oferecer moradia digna em uma área valorizada da capital.
“Não somos contra o povo morar em Boa Viagem. Nosso objetivo é garantir moradia digna para quem vive em condições precárias, e o povo merece morar aqui”, disse o secretário.
Por fim, Felipe Cury assegurou que o empreendimento segue respaldado pela documentação necessária e pela licença ambiental exigida para o andamento das obras.
Apesar da explicação oficial, parte dos moradores que acompanhavam a visita reagiu com críticas. Na saída da entrevista, alguns manifestaram insatisfação, apontando preocupação com o destino das árvores e dos animais que ocupavam o espaço.
Vale destacar que a derrubada de árvores por parte da Prefeitura do Recife, na Rua 20 de Janeiro, foi considerada irregular pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que através de seu presidente, José de Anchieta, resultou no embargo e multa de cerca de R$ 500 mil contra a gestão João Campos.
A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) interditou a obra e aplicou a multa contra a Prefeitura do Recife. Além disso, a empresa AC Demolidora, contratada para executar a limpeza do terreno ao custo de R$ 2,4 milhões, também recebeu uma multa.
De acordo com informações da Polícia Ambiental, a obra possui autorização concedida pela Prefeitura do Recife, mas ainda não apresentou a licença ambiental emitida pela CPRH. Esse documento é necessário para validar a legalidade do corte. Sem ele, os fiscais decidiram suspender imediatamente a derrubada.
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Daniel Coelho, também esteve presente no local durante a fiscalização. Ele explicou que faltavam etapas básicas para a execução do serviço.
O projeto habitacional Vila Aeronáutica prevê a construção de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas a famílias de baixa renda. Apesar da importância social da obra, a falta de documentação adequada para a supressão das árvores levantou questionamentos sobre a condução do processo.
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