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Prefeito e vice de Exu têm mandatos cassados pela Justiça por abuso de poder político

A decisão, proferida nesta segunda-feira, 5 de maio, também tornou inelegível por oito anos o ex-gestor do município Raimundo Pinto.

Gabriel Alves

05 de maio de 2025 às 18:11   - Atualizado às 18:43

Prefeito José Pinto e seu vice, Francisco Afonso.

Prefeito José Pinto e seu vice, Francisco Afonso. Fotos: Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito de Exu, José Pinto Saraiva Júnior (PSD), e do vice-prefeito Francisco Afonso de Oliveira (PP), por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. A decisão, proferida nesta segunda-feira, 5 de maio, pelo juiz João Victor Rocha da Silva, também tornou inelegível por oito anos o ex-prefeito Raimundo Pinto Saraiva Sobrinho (PSDB).

De acordo com a sentença, Raimundinho Saraiva divulgou, em 5 de outubro de 2024, uma obra de pavimentação por meio de suas redes sociais pessoais, poucos dias antes da eleição. Para o magistrado, essa ação comprometeu a legitimidade do pleito e beneficiou diretamente os candidatos apoiados por ele, mesmo sem a participação direta de Júnior Pinto e Chico Afonso.

A coligação adversária “Unindo Forças para Transformar” moveu a ação e apontou outras irregularidades durante a campanha. No entanto, o juiz não considerou essas denúncias por falta de provas suficientes.

O advogado Alan Andrade, que representa os gestores cassados, afirmou que recorrerá da decisão.

“Respeitamos, mas discordamos, pois não há robustez nas provas”, declarou.

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Raimundinho também disse que vai recorrer, argumentando que apenas informou sobre o início de uma obra e não promoveu inauguração.

Por enquanto, prefeito e vice seguem no cargo. Eles aguardam o julgamento do recurso pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Caso a corte mantenha a decisão, Exu deverá realizar uma nova eleição.

Prefeito de Pesqueira afastado

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou que o prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos Xukuru (Republicanos), fosse afastado do cargo, sem prazo determinado.

Além do gestor municipal, os vereadores Pastinha Xukuru (PP) e Sil (PT) também foram afastados, juntamente com outros seis servidores públicos da cidade.

A investigação apontou que a Prefeitura de Pesqueira favorecia empresários em processos licitatórios como forma de retribuir apoio financeiro recebido durante a campanha de 2020. 

A apuração revela ainda que o valor do apoio financeiro dado à campanha de Cacique Marcos em 2020 girava em torno de R$ 2 milhões, valor que seria "recuperado" ao longo da gestão por meio dos contratos fraudulentos.

De acordo com o MPPE, pelo menos 15 licitações apresentaram indícios de irregularidades entre janeiro de 2021 e setembro de 2022.

Uma troca de mensagens entre os irmãos Janaína e José Janailson Cavalcanti, que também figuram como réus, ajudou a embasar a denúncia.

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