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Prefeito de Sorocaba lançou pré-candidatura à Presidência uma semana antes de ser alvo da PF

Os agentes federais estão investigando um suposto esquema de desvio de verbas públicas na área da saúde.

Everthon Santos

10 de abril de 2025 às 10:28   - Atualizado às 10:28

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga.

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga. Foto: Divulgação

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), virou alvo de uma operação da Polícia Federal uma semana após lançar ua pré-candidatura à Presidência da República.

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Operação Copia e Cola, que investiga um suposto esquema de desvio de verbas públicas na área da saúde em Sorocaba, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 10 de abril.

Os agentes federais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em diversos municípios dos estados de São Paulo e da Bahia.

Em Sorocaba, as diligências incluíram a sede da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde, o gabinete e a residência do prefeito, além do Diretório Municipal do partido Republicanos. A operação também alcançou a casa do ex-secretário municipal de Saúde, Vinicius Rodrigues, que está entre os investigados.

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Sobre a operação

A Polícia Federal revelou que a investigação começou em 2022, após surgirem suspeitas de irregularidades em contratos assinados entre a prefeitura e uma Organização Social (OS). O acordo previa a gestão de ações e serviços públicos de saúde no município.

Segundo os investigadores, os indícios apontam para fraudes no processo de contratação, além de superfaturamento e desvio de recursos que deveriam ser aplicados no atendimento à população.

Os investigadores apontam que os envolvidos utilizavam métodos variados para lavar o dinheiro desviado. Entre as estratégias adotadas, a Polícia Federal identificou pagamentos de boletos, depósitos em dinheiro vivo e aquisições de imóveis como formas de ocultar a origem ilícita dos valores.

Durante a operação, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, somando R$ 20 milhões. Além disso, a OS alvo da investigação ficou proibida de firmar novos contratos com o poder público, como forma de impedir a continuidade do esquema.

A PF afirmou que os envolvidos poderão responder por diversos crimes. As suspeitas incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato, fraude em licitação e contratação direta ilegal.

A operação recebeu o nome de Copia e Cola por causa da semelhança entre os documentos usados pela OS para participar de processos de contratação pública, o que levantou suspeitas de plágio e falsificação de propostas.

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