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Prefeito de Sorocaba é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de desvios na Saúde

Agentes estiveram na sede da Prefeitura, na Secretaria Municipal de Saúde, no gabinete de Rodrigo Manga, na residência dele e também no Diretório Municipal do partido Republicanos.

Everthon Santos

10 de abril de 2025 às 09:03   - Atualizado às 09:05

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga.

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga. Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 10 de abril, a Operação Copia e Cola para investigar suspeitas de desvio de verbas públicas da saúde. O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), é um dos investigados. 

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Agentes federais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo e Bahia. A operação tem como alvo uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuava por meio de fraudes em contratos com o poder público.

Em Sorocaba, interior paulista, os policiais federais estiveram na sede da Prefeitura, na Secretaria Municipal de Saúde, no gabinete do prefeito Rodrigo Manga, na residência dele e também no Diretório Municipal do partido Republicanos. Os agentes também cumpriram mandados na casa do ex-secretário de Saúde da cidade, Vinicius Rodrigues.

A Polícia Federal revelou que a investigação começou em 2022, após surgirem suspeitas de irregularidades em contratos assinados entre a prefeitura e uma Organização Social (OS). O acordo previa a gestão de ações e serviços públicos de saúde no município.

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Segundo os investigadores, os indícios apontam para fraudes no processo de contratação, além de superfaturamento e desvio de recursos que deveriam ser aplicados no atendimento à população.

Os investigadores apontam que os envolvidos utilizavam métodos variados para lavar o dinheiro desviado. Entre as estratégias adotadas, a Polícia Federal identificou pagamentos de boletos, depósitos em dinheiro vivo e aquisições de imóveis como formas de ocultar a origem ilícita dos valores.

Durante a operação, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, somando R$ 20 milhões. Além disso, a OS alvo da investigação ficou proibida de firmar novos contratos com o poder público, como forma de impedir a continuidade do esquema.

A PF afirmou que os envolvidos poderão responder por diversos crimes. As suspeitas incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato, fraude em licitação e contratação direta ilegal.

A operação recebeu o nome de Copia e Cola por causa da semelhança entre os documentos usados pela OS para participar de processos de contratação pública, o que levantou suspeitas de plágio e falsificação de propostas.

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