Lula e PCC Foto: Divulgação / Agência Brasil
O governo federal reafirmou que não pretende classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A posição foi reforçada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que explicou que o enquadramento não é possível de acordo com a legislação brasileira em vigor.
Segundo o ministro, a Lei Antiterrorismo, sancionada em 2016, define o terrorismo como a prática de atos motivados por ideologia, religião, preconceito ou xenofobia, com a intenção de causar terror generalizado na sociedade. Já as facções criminosas brasileiras têm natureza diferente: agem com fins econômicos, voltados ao tráfico de drogas, controle territorial e lavagem de dinheiro sem qualquer motivação política ou ideológica.
Lewandowski destacou que essa distinção é essencial para garantir segurança jurídica. Ele afirmou que o governo reconhece a gravidade das ações das facções, mas entende que o tratamento deve ocorrer dentro do marco legal de combate ao crime organizado, e não com base em leis criadas para o terrorismo.
A posição do governo gerou debate no Congresso Nacional. Parlamentares favoráveis à mudança defendem que as facções praticam atos que espalham medo e afetam diretamente a ordem pública, o que justificaria uma nova interpretação da lei. Já juristas e membros do Ministério da Justiça avaliam que ampliar o conceito de terrorismo sem alterar a legislação poderia trazer insegurança jurídica e até abrir precedentes perigosos para outras interpretações equivocadas.
Apesar de rejeitar o enquadramento das facções como terroristas, o governo federal tem buscado endurecer o combate a esses grupos por meio do chamado “pacote antifacção”. O projeto prevê medidas como o aumento de penas para líderes de organizações criminosas, infiltração de agentes nas quadrilhas, maior integração entre os órgãos de segurança e criação de um banco de dados nacional sobre integrantes dessas organizações.
A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar o avanço do crime organizado sem distorcer conceitos legais. O governo argumenta que o foco deve estar em fortalecer investigações, ampliar o monitoramento das atividades das facções e garantir que as punições sejam aplicadas de forma rigorosa e eficaz.
O tema também ganhou repercussão internacional. Pressões externas, especialmente de países que já classificam facções como o PCC e o CV como grupos terroristas, têm levado o Brasil a justificar sua posição. O governo brasileiro, no entanto, mantém a interpretação de que o terrorismo, por definição, exige motivação ideológica ou política — algo ausente nas ações dessas organizações.
Na prática, o tratamento jurídico como crime organizado permite que as autoridades usem instrumentos específicos de investigação e cooperação internacional. A legislação atual já prevê penas severas e mecanismos de repressão adaptados à realidade das facções, sem necessidade de alterar o enquadramento legal.
Em resumo, para o governo Lula, o PCC e o CV representam uma grave ameaça à segurança pública, mas não se encaixam na categoria de grupos terroristas. O combate a essas facções continuará sendo feito dentro do marco do crime organizado, com ações integradas e fortalecimento das políticas de segurança, mas sem mudar a definição prevista na lei.
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