Antônio Rueda e Luciano Bivar. Antônio Rueda e Luciano Bivar.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 7 de maio, a Operação Stasis para investigar ameaças sofridas pelo presidente do partido União Brasil. Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no interior de Pernambuco.
As investigações tiveram início na Polícia Civil do Distrito Federal. Com declínio da competência para o STF, a investigação ficou a cargo da Policia Federal.
O atual presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o primeiro presidente da sigla, Luciano Bivar, estão envolvidos em um conflito público, que recentemente ganhou contornos policiais.
Rueda acusa Bivar de ameaçá-lo de morte, assim como um parente do político. No entanto, Bivar nega essas acusações.
Antônio Rueda baseia suas acusações em um vídeo com pouco mais de 30 segundos, que mostra uma conversa entre os dois em 26 de fevereiro. No trecho em questão, uma voz atribuída a Bivar menciona que "acabaria" com um parente de Rueda. Contudo, o vídeo não fornece contexto suficiente para compreender a conversa em sua totalidade.
Em 28 de fevereiro, um dia antes de sua eleição como presidente da legenda, Antônio Rueda apresentou uma representação criminal contra Luciano Bivar na Delegacia Especial de Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), buscando investigação das supostas ameaças.
Antônio Rueda informou às autoridades policiais que Luciano Bivar entrou em contato com ele naquela noite por meio do telefone do deputado federal Marcelo Freitas, que intermediou a comunicação.
Em um vídeo subsequente, gravado por Florinda, esposa de Rueda, o denunciante menciona a Marcelo Freitas que esse incidente era o motivo de sua relutância em falar com Luciano, e que, diante das supostas ameaças, planejava procurar a polícia no dia seguinte.
Devido ao fato de Luciano Bivar ser deputado federal, a Polícia Civil do Distrito Federal solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as denúncias. Essa medida foi necessária por causa do foro privilegiado do parlamentar. Em 11 de abril, o ministro Kassio Nunes Marques autorizou a abertura do inquérito para investigar Bivar.
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A disposição de Antunes em colaborar com as investigações aumentou após familiares passarem a ser alvos dos investigadores.
Ela foi autuada por tráfico interestadual de drogas, cujas penas podem chegar até 20 anos de reclusão.
A medida foi adotada diante do risco de fuga depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o habeas corpus concedido ao artista.
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