Fardamento de agentes da Polícia Militar de Pernambuco. Foto: SDS/Divulgação
A FICCO/PE prendeu, na quinta-feira, 12 de março, um cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) no município de Jequié, na Bahia. A prisão ocorreu em cumprimento a dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Pernambuco no âmbito de investigações que apuram a atuação do policial em organização criminosa armada envolvida em crimes como tráfico de drogas e homicídios.
O investigado estava foragido desde o dia 14 de abril de 2025, quando foi deflagrada a Operação Égide. Após trabalho integrado de inteligência e cooperação policial, equipes conseguiram localizar o alvo na cidade baiana e efetivar a prisão.
Contra o investigado havia dois mandados de prisão preventiva em aberto. O primeiro foi expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, no contexto da Operação Égide. O segundo foi expedido pela 2ª Vara Criminal da mesma comarca, no âmbito da Operação Sintonia Fina.
A prisão foi realizada pela FICCO/PE, com apoio operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI) da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior da Polícia Civil da Bahia (PCBA) e da FICCO/BA.
De acordo com as investigações, o policial militar é apontado como integrante de organização criminosa armada, estando também relacionado a crimes de tráfico de drogas e homicídios. O preso encontra-se em processo final de exclusão dos quadros da Polícia Militar de Pernambuco e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
No início desta semana, a Polícia Civil prendeu o pastor Aristóteles Ricardo de Souza, suspeito de tráfico de drogas na Vila São José, em Brazlândia (DF).
A prisão aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido pela 18ª Delegacia de Polícia, e revelou que o pastor vendia drogas na própria rua e fornecia entorpecentes a pequenos traficantes da região de Brazlândia e da Praça do Bicalho, em Taguatinga.
O religioso pregava em uma igreja localizada a poucos metros de sua residência, o que chamou atenção pelo contraste entre sua função religiosa e as atividades criminosas investigadas.
Além da atuação criminosa, Aristóteles Ricardo de Souza teve uma empresa registrada entre 2015 e 2021, voltada ao comércio varejista de hortifrutigranjeiros na Vila São José, com capital social de R$ 1,5 mil. A empresa foi encerrada após omissões nas declarações fiscais.
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As medidas judiciais também contemplam o afastamento cautelar de agentes públicos de suas funções, bem como o sequestro e o bloqueio de bens e de valores.
As apurações apontam que podem ter ocorrido crimes de frustração ao caráter competitivo da licitação, corrupção passiva, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Sete policiais militares alvos da operação foram presos e encaminhados à unidade prisional da corporação em Niterói.
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