Segundo as investigações, uma gravação de uma reunião mostra que o ex-presidente deu sua aprovação ao plano apresentado pelo ex-diretor Alexandre Ramagem.
Flávio Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal (PF) encontrou uma gravação de áudio no computador do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que revela discussões de um plano para proteger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de investigações sobre desvios de recursos.
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O objetivo era abrir procedimentos contra os auditores fiscais que investigavam Flávio Bolsonaro, com a intenção de anular as investigações relacionadas ao caso das rachadinhas, no período em que o parlamentar era deputado estadual.
A gravação foi feita durante uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo as investigações, a gravação mostra que o ex-mandatário deu sua aprovação ao plano apresentado por Ramagem.
As autoridades continuam investigando o caso, e a gravação pode se tornar uma peça chave nas investigações sobre a tentativa de "obstrução de justiça e corrupção" dentro do governo Bolsonaro.
Investigação sobre caso das joias
Com mais de 400 páginas, o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso das joias traz uma série de elementos que indicam a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no desvio e na venda de presentes de luxo recebidos durante seu mandato na Presidência da República.
Mensagens, fotografias e documentos analisados pela investigação mostram que Bolsonaro sabia do esquema que, segundo a PF, desviou R$ 6,8 milhões em joias da União.
A defesa de Bolsonaro nega irregularidades e diz que os presentes recebidos pelo ex-presidente seguiram um protocolo rigoroso de tratamento e catalogação pelo Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), sem influência do chefe do Executivo.
No X (antigo Twitter), Bolsonaro disse aguardar que a PF faça as “correções” no inquérito.
“A última será aquela dizendo que todas as joias ‘desviadas’ estão na CEF [Caixa Econômica Federal], acervo ou PF, inclusive as armas de fogo”, escreveu.
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Os advogados também requereram mais detalhes sobre as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva pela Polícia Federal.
Ele estava internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais, para onde foi levado após ser preso no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes.
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