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Bolsonaro usou Abin para evitar que seu filho fosse investigado por possível rachadinha, diz PF

Segundo as investigações, uma gravação de uma reunião mostra que o ex-presidente deu sua aprovação ao plano apresentado pelo ex-diretor Alexandre Ramagem.

Everthon Santos

11 de julho de 2024 às 14:32   - Atualizado às 14:32

Flávio Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) encontrou uma gravação de áudio no computador do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que revela discussões de um plano para proteger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de investigações sobre desvios de recursos.

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O objetivo era abrir procedimentos contra os auditores fiscais que investigavam Flávio Bolsonaro, com a intenção de anular as investigações relacionadas ao caso das rachadinhas, no período em que o parlamentar era deputado estadual.

A gravação foi feita durante uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as investigações, a gravação mostra que o ex-mandatário deu sua aprovação ao plano apresentado por Ramagem.

As autoridades continuam investigando o caso, e a gravação pode se tornar uma peça chave nas investigações sobre a tentativa de "obstrução de justiça e corrupção" dentro do governo Bolsonaro.

Investigação sobre caso das joias

Com mais de 400 páginas, o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso das joias traz uma série de elementos que indicam a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no desvio e na venda de presentes de luxo recebidos durante seu mandato na Presidência da República.

Mensagens, fotografias e documentos analisados pela investigação mostram que Bolsonaro sabia do esquema que, segundo a PF, desviou R$ 6,8 milhões em joias da União.

A defesa de Bolsonaro nega irregularidades e diz que os presentes recebidos pelo ex-presidente seguiram um protocolo rigoroso de tratamento e catalogação pelo Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), sem influência do chefe do Executivo.

No X (antigo Twitter), Bolsonaro disse aguardar que a PF faça as “correções” no inquérito.

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