padre Julio Lancellotti alfinetar frei Gilson durante missa Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Em uma missa celebrada em São Paulo no dia 16 de março de 2025, o padre Júlio Lancellotti fez um desabafo que gerou polêmica, ao criticar indiretamente as transmissões ao vivo de Frei Gilson. Conhecido por suas transmissões de orações do terço, que atraem milhões de fiéis durante a madrugada, Frei Gilson tem grande audiência, especialmente entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por outro lado, padre Júlio Lancellotti se posiciona politicamente de forma contrária, alinhado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a missa, Lancellotti enfatizou que orar sem praticar a solidariedade aos mais pobres é ineficaz. "Você pode rezar o terço às 4h da manhã e, às 6h, chutar um morador de rua para a rua. Não adianta rezar o terço e não rezar pelo papa. A gente tem que rezar, sim, mas tem que viver o que reza. Não adianta rezar e, depois, não servir aos mais pobres, aos fracos e aos pequenos", disse ele, ao destacar a necessidade de ação concreta no mundo real, além da prática religiosa.
A crítica de Lancellotti foi vista como uma indireta para as transmissões de Frei Gilson, que, embora tenham grande engajamento e alcancem um público massivo, não têm, segundo Lancellotti, a ênfase no serviço aos necessitados. A fala gerou reações nas redes sociais, com algumas pessoas questionando se o padre estava agindo por inveja do sucesso das transmissões de Frei Gilson, que mobilizam grandes audiências para orações realizadas nas madrugadas. Outros defenderam a posição de Lancellotti, destacando a importância de viver a fé de maneira prática, não apenas em orações, mas em ações de transformação social.
Este episódio reflete a crescente polarização política dentro do Brasil, que também alcançou os líderes religiosos. A separação política entre Frei Gilson e Lancellotti, com um sendo bolsonarista e o outro lulista, é um reflexo das divisões que têm se acentuado na sociedade brasileira, não apenas no campo político, mas também no religioso. Esse confronto entre dois importantes nomes religiosos no país mostra como as opiniões políticas podem afetar a relação entre as igrejas, os fiéis e os próprios sacerdotes.
O debate gerado pela crítica de Lancellotti também levanta questões sobre o papel da Igreja e dos religiosos na sociedade contemporânea, onde a política e a religião muitas vezes se entrelaçam, criando tensões e divisões.
Da redação do Portal com informações do site FuxicoGospel
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A deputada federal recebeu 110.610 votos para a Câmara dos Deputados, enquanto Pastor obteve 75.534 votos na disputa por uma vaga na Alepe.
A nova bancada será formada por parlamentares de diferentes partidos. O PSB e o PSD aparecem com as maiores bancadas, com nove deputados eleitos cada.
O senador terminou o primeiro turno com 2.224.965 votos a mais que o petista, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com o resultado, os dois candidatos avançam para o segundo turno.
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