PL adota papelão para representar ex-presidente. Foto: Reprodução/Redes sociais
Após a prisão de Jair Bolsonaro, o PL encontrou uma forma de manter o ex-presidente presente nas ações do partido, com um boneco de papelão em tamanho real que será levado a eventos e campanhas.
A primeira aparição pública da peça ocorreu nesta terça-feira, 2 de dezembro, quando publicada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A foto foi feita depois de uma reunião com fíguras do partido, convocada para reafirmar entendimento interno sobre a disputa eleitoral no Ceará, assunto que gerou atrito após Michelle criticar o apoio do PL à pré-candidatura de Ciro Gomes.
Segundo a CNN, a legenda pretende usar o boneco tanto nas propagandas exibidas na TV quanto nos materiais impressos distribuídos pelos candidatos em várias regiões do país.
Bolsonaro, que está preso, está impedido de produzir qualquer conteúdo na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A Justiça Eleitoral também vetou o uso de Inteligência Artificial na campanha em 2026.
Com essas limitações, o PL adotou o boneco de papelão como alternativa para tentar preservar a vinculação do ex-presidente com os candidatos do partido, buscando aproveitar sua influência eleitoral mesmo à distância.
Durante passagem por Fortaleza, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez críticas à atuação do PL no Ceará. Em discurso no lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual, ela condenou a articulação que aproximou o deputado André Fernandes de Ciro Gomes (PSDB). (Veja vídeo abaixo)
Michelle afirmou que a direita não pode aceitar alianças com um dos principais críticos de Jair Bolsonaro. A ex-primeira -dama citou declarações recentes de Ciro direcionadas ao ex-presidente e à família Bolsonaro, classificando como incompatível qualquer movimento político que tente aproximá-los.
Para a ex-primeira-dama, “isso não dá”, lembrando que o político cearense chegou a comparar Bolsonaro a “ladrão de galinha” e segue fazendo ataques pessoais.
Veja vídeo:
Michelle Bolsonaro (PL) passou a indicar a aliados próximos que aceita disputar a Vice-Presidência da República em 2026 ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A sinalização ocorreu nos últimos dias, segundo informações publicadas pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e surgiu no momento em que Jair Bolsonaro (PL) começou a cumprir, em regime fechado, a pena do inquérito relacionado a possível tentativa de Golpe de Estado.
A movimentação ganhou força dentro do grupo político ligado ao ex-presidente, que avalia ser essencial manter alguém da família Bolsonaro na chapa presidencial. A preocupação, segundo aliados, está diretamente ligada ao peso que Tarcísio pode ganhar em caso de vitória. Parte do núcleo político teme que o governador paulista, se eleito, assuma protagonismo maior do que o legado deixado pelo ex-presidente, o que poderia alterar o equilíbrio interno da direita bolsonarista.
Michelle tem conversado de forma reservada sobre o assunto e reforça que respeita e confia em Tarcísio. Nos relatos, ela destaca que acredita que o governador não romperia com Jair Bolsonaro. Essa confiança tem servido como base para a possibilidade de abrir mão de seu plano original para 2026, que era disputar uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal.
Até então, a disputa ao Senado era tratada como o caminho mais provável de Michelle nas próximas eleições. Ela possui forte capital eleitoral no DF e aliados acreditam que teria grandes chances de vitória. Mesmo assim, a ex-primeira-dama disse que aceita deixar essa candidatura de lado caso o grupo político considere fundamental que ela componha uma chapa presidencial.
A movimentação interna também inclui outro possível caminho, que seria lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência. Segundo a coluna de Igor Gadelha, Flávio afirmou a aliados que aceitaria abrir mão da reeleição ao Senado para disputar a Presidência. A alternativa, porém, enfrenta mais resistência entre partidos do Centrão. Em avaliações internas, aliados consideram que Tarcísio teria mais facilidade para articular apoios desses grupos, o que tornaria a chapa mais competitiva.
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