Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Piso dos professores pode ter aumento real em 2026, mas atraso do MEC gera insegurança

A indefinição atrasa o planejamento orçamentário e amplia a incerteza sobre a continuidade da política de valorização docente.

Portal de Prefeitura

02 de outubro de 2025 às 15:11   - Atualizado às 15:29

Camilo Santana e Lula

Camilo Santana e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

O piso dos professores da rede pública pode ter mais um reajuste com ganho real em 2026, ou seja, acima da inflação, como tem ocorrido em grande parte dos últimos anos. A estimativa é baseada na Lei 11.738/2008, que determina que o reajuste anual seja calculado com base na variação do Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica no Brasil.

No entanto, a demora do Ministério da Educação (MEC) em anunciar o índice oficial previsto para o próximo ano tem gerado preocupação entre educadores, sindicatos e gestores municipais e estaduais. Durante o encontro Educação Já, promovido pelo Todos Pela Educação em São Paulo, o ministro Camilo Santana defendeu mudanças na data-base do reajuste, propondo que o novo valor do piso dos professores passe a ser divulgado no meio do ano — e não mais em janeiro, como ocorre atualmente. Apesar da sinalização, até o fim de setembro ainda não havia definição oficial, o que atrasa o planejamento orçamentário e amplia a insegurança na categoria.

Em 2025, o reajuste foi de 6,27%, levando o piso salarial nacional para R$ 4.867,77. Entre 2009 e 2022, os aumentos acumulados superaram 60% acima da inflação, com destaque para os expressivos 33% em 2022 e 15% em 2023. Esses reajustes, impulsionados pelo crescimento do Fundeb e pela queda no número de matrículas, permitiram avanços salariais importantes para a categoria.

A expectativa é que esse cenário se repita em 2026, especialmente com o aumento da arrecadação pública e a manutenção da fórmula atual. Porém, a ausência de uma definição até o momento levanta dúvidas. O MEC havia prometido divulgar o índice no meio do ano, alinhando-se aos calendários fiscais dos entes federativos, mas a promessa não foi cumprida até o fim de setembro.

Para os professores, o silêncio do governo federal acende um alerta. “Sem essa previsão, não temos segurança sobre o planejamento dos nossos ganhos, nem garantia de que o aumento será realmente mantido. Isso compromete nossa estabilidade e a própria valorização da profissão”, comentou uma professora da rede pública de Pernambuco, que preferiu não se identificar.

Veja Também

Especialistas reforçam que o piso dos professores tem papel fundamental na valorização da carreira docente, mas alertam para o risco de que os avanços obtidos nos últimos anos sejam ameaçados pela instabilidade fiscal ou mudanças nos critérios de cálculo.

Enquanto aguardam uma definição oficial, estados e municípios seguem pressionados a reservar recursos em meio à incerteza. Já os educadores, diante de uma profissão exigente e essencial, esperam que o piso dos professores continue sendo tratado como prioridade com reajustes justos, previsíveis e à altura da importância da educação pública no país.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

07:53, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

Faixada da Petrobras
Petroquímica

Petrobras abre mão de controlar Braskem e mantém participação minoritária

A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.

mais notícias

+

Newsletter