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Piloto de avião é condenado a 52 anos por feminicídio de namorada que amamentava filha em Paulista

Mayky Fernandes dos Santos participou do julgamento por videoconferência, já que se encontra preso no sistema penitenciário do Estado de São Paulo.

Ricardo Lélis

22 de maio de 2026 às 14:24   - Atualizado às 14:26

Violência contra mulher

Violência contra mulher Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasil

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou o piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos a 52 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão pelos crimes de tentativa de feminicídio e feminicídio consumado (com as qualificadoras motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar) contra Dinorah Cristina Barbosa da Silva. O julgamento foi realizado na quinta-feira (21), na 1ª Vara Criminal de Paulista.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Mayky atuou como mandante dos crimes praticados em 4 de julho e 24 de outubro de 2019. Durante o processo, o Ministério Público aditou a denúncia para incluir a qualificadora do feminicídio e a agravante referente à atuação do réu como mandante.

Na sentença, o magistrado afirmou que os crimes foram “manifestamente planejados” desde fevereiro de 2019 e destacou que a vítima foi alvo de uma “execução sumária”.

O juiz também considerou como circunstâncias negativas o fato de os crimes terem ocorrido durante a noite e dentro da residência da vítima, local que, segundo a decisão, “deveria encontrar paz e segurança”.

Pela tentativa de feminicídio ocorrida em julho de 2019, o piloto foi condenado a 17 anos, 5 meses e 18 dias de reclusão. Já pelo feminicídio consumado, registrado em outubro do mesmo ano, a pena foi fixada em 34 anos, 11 meses e 6 dias de prisão. As penas foram somadas em razão do concurso material de crimes.

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A sentença também reconheceu a causa de aumento de pena pelo fato de os crimes terem sido praticados na presença da filha da vítima. Em relação ao homicídio consumado, a decisão menciona ainda que a mãe de Dinorah foi atingida na mão enquanto segurava a neta durante os disparos.

O réu participou do julgamento por videoconferência, já que se encontra preso no sistema penitenciário do Estado de São Paulo. O juiz manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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