Investigação da Polícia Federal por fraudes previdenciárias em Pernambuco. Foto: Divulgação
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira, 27 de maio, uma nova fase da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do órgão que podem ter ligação com o esquema investigado.
As equipes cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras determinações judiciais autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação acontece em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.
Segundo as investigações, o grupo suspeito realizava descontos mensais diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização das vítimas. Os valores apareciam como mensalidades de associações ligadas a aposentados, embora muitos beneficiários nunca tivessem se associado às entidades.
A apuração aponta que os descontos irregulares ocorreram entre os anos de 2019 e 2024. Conforme os dados levantados pelos investigadores, o prejuízo pode chegar a R$ 6,3 bilhões.
Nesta nova etapa, a Polícia Federal e a CGU buscam aprofundar as investigações sobre possíveis crimes contra a administração pública. Os investigadores analisam suspeitas de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.
A operação ganhou repercussão nacional após a primeira fase, realizada em 23 de abril. Na ocasião, a Polícia Federal revelou detalhes do funcionamento do esquema que atingiu aposentados e pensionistas do INSS em diferentes estados do país.
De acordo com as investigações, os suspeitos incluíam beneficiários em associações sem consentimento. Em seguida, o sistema autorizava descontos mensais diretamente nos pagamentos do INSS. Muitos aposentados só perceberam os descontos após analisarem os extratos dos benefícios. O esquema já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários, políticos e responsáveis por associações e sindicatos suspeitos de realizar cobranças indevidas.
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Com isso, o Tribunal de Justiça do Rio (RJ-RJ) vai oficializar, em breve, a queda da liminar que havia concedido à atleta trans para que ela pudesse atuar.
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