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PETROBRAS avisa a LULA que preço do DIESEL terá REAJUSTE e novo valor pode atingir R$ 6,41

O combustível influencia diretamente a inflação e o preço dos alimentos. Isso ocorre em um momento em que a gestão busca conter o custo desses itens para os consumidores.

Gabriel Alves

29 de janeiro de 2025 às 08:26   - Atualizado às 09:12

Lula olhando para Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

Lula olhando para Magda Chambriard, presidente da Petrobras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a seus ministros na segunda-feira, 27 de janeiro, que a estatal precisará reajustar o preço do diesel. Atualmente, o valor do combustível é R$ 6,17.

A decisão pode ser aprovada já nesta quarta-feira (29), durante a reunião do Conselho de Administração da empresa.

Impacto

Os cálculos ainda estão sendo finalizados, mas fontes da Petrobras indicaram que o aumento na bomba deverá ficar entre R$ 0,18 e R$ 0,24 por litro. Com isso, o preço pode chegar até a casa dos R$ 6,41.

Em conversa com Lula, Chambriard avaliou que, por enquanto, não há necessidade de reajuste para a gasolina e o gás de cozinha.

Uma fonte próxima à reunião afirmou que o Governo Federal recebeu a informação sobre o aumento do diesel com naturalidade.

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O reajuste preocupa o governo, já que o diesel influencia diretamente a inflação e o preço dos alimentos. Isso ocorre em um momento em que a gestão busca conter o custo desses itens para os consumidores.

O setor aponta que há uma defasagem no preço dos combustíveis.

Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), na última semana, o óleo diesel apresentava um atraso de 16% em relação ao valor internacional, o que equivale a mais de R$ 0,50 por litro.

Já no caso da gasolina, a diferença era menor, cerca de 7%, de acordo com a entidade.

Fontes do governo destacam que, em 2024, a Petrobras manteve os preços internos estáveis mesmo com a queda do valor no mercado internacional, criando um "colchão" para minimizar as perdas atuais.

A Petrobras é uma empresa de capital misto, com participação do governo e de acionistas privados. Como o governo tem maioria no conselho, pode optar por manter os preços. No entanto, essa medida afetaria não apenas a estatal, mas também outros importadores de combustíveis que operam no Brasil.

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