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Pesquisa Genial/Quaest: 47% dos brasileiros são contra à anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Redação

08 de outubro de 2025 às 08:54   - Atualizado às 08:54

Anistia política.

Anistia política. Foto: Juliana Barbosa / MST-PR

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 8 de outubro, mostra que a rejeição à anistia dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro não apenas se mantém elevada, como aumentou em relação ao levantamento anterior.

Segundo o instituto, 47% dos entrevistados são contra qualquer tipo de perdão, enquanto 35% defendem a anistia para todos os envolvidos - incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - e 8% apoiam a medida apenas para os manifestantes.

A desaprovação também alcança o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que propõe reduzir as penas impostas aos condenados e conta com o envolvimento do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) nas discussões. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados são contra a proposta, por considerarem que as punições foram justas, e 37% são a favor, alegando que as sentenças aplicadas foram excessivamente duras.

A maioria (63%) também se posicionou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Blindagem, que limita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público, dificultando a prisão de deputados e senadores. Apenas 22% declararam apoio à medida. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas acabou "enterrada" pelo Senado no último dia 24, após forte reação pública. A rejeição mobilizou manifestações organizadas por movimentos sociais e artistas em diversas capitais.

Essas mobilizações foram percebidas como um fator de fortalecimento político para o governo. Segundo a Genial/Quaest, 39% dos entrevistados avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu mais forte após os protestos, enquanto 30% consideram que ele ficou mais fraco.

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A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro, com base em 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Estadão Conteúdo

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