Trabalhadores na informalidade Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
O percentual de brasileiros na informalidade continua elevado, apesar de apresentar uma leve queda nos primeiros meses de 2025. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados neste ano, 38,3% da população ocupada no país está na informalidade, o que representa aproximadamente 39,5 milhões de pessoas. Esse número inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos sem CNPJ, empregados domésticos informais e até servidores públicos sem vínculo formal.
A informalidade não é apenas um dado estatístico. Ela tem rosto, voz e história. Uma trabalhadora de 52 anos, que atua há mais de duas décadas como diarista no interior de Minas Gerais, relata que nunca teve acesso a direitos como 13º salário, férias remuneradas ou previdência. “Se eu não trabalhar, não recebo. E se ficar doente, é Deus que me ajude”, desabafa.
Apesar do recuo em relação aos trimestres anteriores — no fim de 2024 o índice chegou a superar os 39% — o percentual de brasileiros na informalidade ainda é motivo de preocupação. Especialistas alertam que, além da precarização do trabalho, a informalidade compromete o acesso da população à aposentadoria, ao crédito formal e a programas de qualificação profissional.
No recorte do primeiro trimestre de 2025, quando se consideram apenas trabalhadores autônomos sem CNPJ e empregados do setor privado sem carteira assinada, o percentual ficou em 31,7%, totalizando cerca de 32,5 milhões de brasileiros. Essa métrica, apesar de mais restrita, evidencia a persistência do problema.
Economistas afirmam que a redução da informalidade exige políticas públicas de longo prazo, incentivos à formalização e uma reforma tributária que não penalize os pequenos empreendedores. Sem essas medidas, o país corre o risco de manter um mercado de trabalho segmentado e desigual.
A tendência, segundo o IBGE, é de estabilidade no número de informais, caso o país não avance em reformas estruturais. Enquanto isso, o percentual de brasileiros na informalidade segue sendo um retrato da desigualdade social e da falta de oportunidades no mercado de trabalho formal.
Falta de Proteção Social:
Trabalhadores informais não têm acesso a benefícios essenciais, como seguro-desemprego, aposentadoria, licença médica e outras proteções sociais básicas.
Desafios Financeiros:
A instabilidade da renda informal dificulta o acesso a crédito e a serviços bancários, já que instituições financeiras costumam exigir comprovação formal de renda.
Desigualdades Regionais e Educacionais:
O percentual de brasileiros na informalidade é maior nas regiões Norte e Nordeste e entre trabalhadores com menor escolaridade, reforçando desigualdades históricas.
Contraste com o Emprego Formal:
Embora a informalidade continue alta, o número de empregos com carteira assinada tem alcançado recordes em diversos setores, mostrando um mercado de trabalho em transição.
Causas Estruturais da Informalidade:
A estrutura produtiva brasileira e o modelo de relações trabalhistas ainda refletem características de economias subdesenvolvidas, mantendo a informalidade elevada em setores como construção civil, agricultura e serviços domésticos.
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