Sargento Fahur e Oruam se alfinetam nas redes sociais. Foto: Divulgação
O deputado federal Sargento Fahur (PSD-PR) usou suas redes sociais para criticar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O comentário, publicado na quinta-feira, 20 de novembro, abriu espaço para uma troca de provocações entre o parlamentar e o rapper Oruam, que respondeu de forma irônica à fala do deputado.
Fahur publicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu indicar Jorge Messias ao STF e destacou a idade do dele, de 45 anos, e afirmou que, por causa disso, Messias poderia atuar na Corte por cerca de três décadas. O deputado usou esse argumento para reforçar sua crítica política ao governo e pediu que seus seguidores refletissem sobre o papel do Senado Federal na aprovação do nome.
"Lula indica Jorge Messias para o STF. Esse cara tem 45 anos. Ou seja, vai ficar 30 anos votando e defendendo as mesmas merdas que o Lula e a esquerda defendem. Nossa última esperança é o Senado Federal. E você, acredita no Senado?", comentou.
Oruam, conhecido por manter presença ativa nas redes e por responder debates públicos envolvendo figuras políticas, decidiu provocar Fahur diretamente na publicação. O artista ironizou a idade do parlamentar ao afirmar que “daqui a pouco tu morre de velhice”.
Fahur respondeu e citou a recente megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou mortos em regiões como o Complexo da Penha e o Complexo do Alemão. O deputado associou essas vítimas ao rapper ao afirmar que seriam “amiguinhos da Penha e do Alemão”.
"Talvez daqui a pouco eu morra mesmo de velhice, mas teus amiguinhos da Penha e do Alemão foram antes. Kkkkkkk", finalizou Sargento Fahur.
Talvez daqui a pouco eu morra mesmo de velhice, mas teus amiguinhos da Penha e do Alemão foram antes. Kkkkkkk https://t.co/cHWrdbv4ba
— Sargento Fahur (@SargentoFAHUR) November 20, 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oficialização da indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, Jorge Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília - UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.
Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e Consultor Jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
A partir da indicação, o nome de Jorge Messias deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e aprovação pelo Plenário do Senado Federal.
A operação Contenção mirou líderes do Comando Vermelho que atuam nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. Dos 121 mortos, quatro eram policiais. Os demais 117 estariam envolvidos com o crime organizado, segundo a polícia.
A ofensiva foi realizada para cumprir 100 mandados de prisão (incluindo 30 expedido pela Justiça do Pará). Um dos alvos principais, Edgar Alves de Andrade (conhecido como Doca ou Urso), e apontado como uma das principais lideranças da facção fora da cadeia, conseguiu escapar e encontra-se foragido.
Conforme o relatório, 113 pessoas foram presas. Cerca de 120 armas foram recuperadas, incluindo 96 fuzis, e aproximadamente duas toneladas de maconha e 22 quilos de cocaína foram apreendidos. Entre feridos, 13 são policiais (cinco civis e oito militares), quatro são civis e dois são criminosos presos, segundo o documento da Sepol.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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