Segundo comenta-se nos bastidores, o casal estava insatisfeito com o espaço dado pelo partido. Além disso, via como um dificultador o desgaste do PT com o eleitorado evangélico.
Dulci e Odacy Amorim. Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim, e a sua esposa, a ex-deputada estadual Dulci Amorim, estão de saída do PT. O casal oficializou a desfiliação nesta semana. Na terça-feira, 8 de julho, o Diretório Municipal do partido em Petrolina divulgou uma nota sobre a saída dos Amorim.
Segundo a nota, o PT só tomou conhecimento da decisão de desfiliação após entrevistas concedidas pelo casal à imprensa. Odacy estava no partido desde 2011 e Dulce desde 2013.
Ao longo desse período, Odacy disputou quatro vezes a Prefeitura de Petrolina (2012, 2016, 2020 e 2024); cumpriu dois mandatos de deputado estadual (2011-2015; 2015-2019) e foi presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Dulci Amorim, por sua vez, foi eleita deputada estadual (2019 a 2022) e concorreu em 2022 a deputada federal - não conseguindo ser eleita.
"Em suas trajetórias em nosso partido, tiveram autonomia e liberdade para definir suas linhas políticas, construir alianças e defender suas convicções, tanto durante os pleitos eleitorais quanto no dia a dia de suas militâncias", destacou o diretório petista.
"Reconhecemos as contribuições dadas por ambos ao nosso partido e ao povo de Petrolina e reiteramos para Odacy e Dulcicleide nossa permanente disposição ao diálogo democrático", acrescentou.
Segundo comenta-se nos bastidores, o casal estava insatisfeito com o espaço dado pelo partido. Além disso, via como um dificultador o desgaste do PT com o eleitorado evangélico. Com a saída do Partido dos Trabalhadores, Odacy e Dulci devem integrar algum partido de centro, que tenha maior capilaridade, principalmente, entre os evangélicos - base do casal no Sertão pernambucano.
O casal deve lançar nas eleições de 2026 uma candidatura conjunta, com Odacy tentando retornar à Assembleia Legislativa de Pernambuco e Dulci disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O PT lançou, em maio deste ano, o curso "Fé e Democracia para Evangélicos e Evangélicas". A iniciativa, promovida pela Fundação Perseu Abramo, tem como objetivo principal abrir espaço para o diálogo entre militantes petistas e o segmento religioso que mais expressa rejeição ao governo Lula.
Lideranças do partido acreditam que o afastamento entre o PT e os evangélicos aumentou nas últimas eleições. Parte dessa tensão decorre de campanhas adversárias que associaram, de forma negativa, a imagem do partido a pautas contrárias aos princípios religiosos. Por isso, a legenda decidiu investir em ações formativas, campanhas digitais e materiais educativos voltados a esse público.
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