João Campos visitando um obra no Recife. Foto: Divulgação/PCR
Os projetos de infraestrutura em Recife estão enfrentando atrasos e aumento nos custos, afetando tanto os cidadãos quanto os recursos públicos. As informações são do G1.
De acordo com o site, três iniciativas em particular têm chamado a atenção, são eles: a restauração da Ponte Giratória, localizada no Centro; a edificação do Parque Governador Eduardo Campos, na Zona Sul; e a Ponte Monteiro-Iputinga, que atravessa o Rio Capibaribe e conecta as áreas Norte e Oeste.
No total, estas três iniciativas, que ainda não foram finalizadas, acumularam um acréscimo de mais de 20 milhões de reais aos contratos, resultando em um total de 132 milhões de reais que serão desembolsados pela gestão João Campos.
A Ponte Giratória liga os bairros de São José e Recife, no Centro, além de facilitar o acesso ao bairro de Santo Antônio e ser rota para a Zona Sul da cidade. Ela foi fechada em outubro de 2023 e, desde março de 2022, está passando por reformas contratadas pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).
O prazo original para a conclusão das obras era dezembro de 2023. Contudo, de acordo com a a gestão João Campos, problemas estruturais foram identificados, levando a uma extensão desse prazo. Sem essa principal conexão entre os bairros, os motoristas precisam fazer um desvio de sua rota.
O investimento inicial na reforma foi de 9,4 milhões de reais, mas houve uma alteração no contrato que aumentou esse valor em 3 milhões, totalizando 12,4 milhões de reais. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), mais de 8,4 milhões já foram desembolsados.
A nova etapa da construção envolve melhorias estruturais, como o reforço das vigas, aplicação de epóxi e preenchimento de vazios com material adequado.
Com as obras iniciadas em maio de 2023 no antigo Aeroclube do Recife, no Pina, o Parque Governador Eduardo Campos deveria ser entregue no segundo semestre de 2024, mas foi prorrogado para 2025 após o TCE solicitar correções devido a problemas estruturais, incluindo fissuras na pista de corridas.
De acordo com o projeto, o parque terá quase 12 hectares e contará com quadra poliesportiva, campo de areia, ciclovia, pista de corrida e uma área de convivência. O valor inicial estipulado de 62,2 milhões de reais foi aumentado em quase 11 milhões, totalizando 73,1 milhões, com mais de 50 milhões já pagos.
Por sua vez, a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que conecta os bairros Monteiro e Iputinga, já passou pelos governos de João da Costa (PT), Geraldo Julio (PSB) e, atualmente, João Campos (PSB). Sua construção teve início em 2012 e deveria ter sido concluída em 2014, mas somente foi inaugurada em agosto de 2024, após interrupções nas obras por vários anos.
As obras foram reiniciadas em 2021, com o custo passando de 40,4 milhões para 46,7 milhões de reais, sendo que 39 milhões já foram pagos. Apesar da entrega, o projeto ainda não está totalmente finalizado, e há previsões de obras adicionais nas cercanias, como drenagem, ciclovias e melhorias nas vias.
Quanto aos atrasos, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), Antônio Claudio Couto, comentou que, para evitar esses contratempos, é fundamental elaborar bons projetos e incluir uma margem de risco.
"Em primeiro lugar você tem a obrigatoriedade de fazer o projeto daquela obra a ser reformada ou a ser construída. Você tem que ter uma descrição técnica perfeita, com todos os estudos técnicos, ensaios e averiguação de tudo que é necessário para aquela conclusão. [...] A primeira fase é elaborar um projeto de boa qualidade com uma previsão que você consegue naquele instante que você está elaborando aquele projeto. Tem que ter uma matriz de risco que dá origem ao projeto", disse, em contato com o G1.
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