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O legado do Papa Francisco: A luta pela vida e sua postura contra o aborto

Em janeiro de 2014, ele disse que era "horrível pensar em crianças vítimas do aborto, que nunca verão a luz do dia".

Portal de Prefeitura

28 de abril de 2025 às 15:21   - Atualizado às 15:35

Papa Francisco: A luta pela vida e sua postura contra o aborto

Papa Francisco: A luta pela vida e sua postura contra o aborto Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Durante seu papado, que deixou uma marca profunda na Igreja Católica, o Papa Francisco foi claro e consistente em sua postura contra o aborto, sempre defendendo a vida desde a concepção. Sua posição, em grande parte, refletia a doutrina tradicional da Igreja, mas ele também procurava equilibrar sua firmeza com uma abordagem pastoral compassiva. Embora suas declarações e ações sobre o aborto tenham gerado tanto apoio quanto controvérsia, o papa nunca vacilou em sua defesa dos valores que acreditava serem essenciais para a dignidade humana.

Desde os primeiros anos de seu pontificado, em 2013, Francisco se mostrou sensível a diferentes questões sociais, incluindo o aborto. No entanto, nunca deixou de afirmar que a vida humana deve ser protegida, desde o momento da concepção até o fim natural. Durante uma entrevista logo após ser nomeado papa, Francisco criticou a obsessão da Igreja com questões como aborto e homossexualidade, pedindo que a Igreja se concentrasse mais na compaixão e na misericórdia, sem perder de vista sua missão de preservar a vida humana.

Em 2014, o Papa Francisco se manifestou de forma contundente sobre o aborto, descrevendo-o como uma tragédia e uma prática inaceitável. Ao se referir às crianças vítimas do aborto, ele afirmou que é "horrível até mesmo pensar que há crianças que nunca verão a luz do dia". A postura do Papa sempre foi clara: o aborto, na visão dele, não é apenas uma questão moral, mas uma violação fundamental da dignidade humana.

Ao longo dos anos, o pontífice se manteve firme, mas também procurou oferecer uma mensagem de misericórdia e acolhimento para aqueles que haviam feito a escolha do aborto. Em 2016, Francisco tomou uma decisão significativa ao conceder a todos os padres a autoridade de absolver fiéis que haviam cometido aborto, um gesto que visava trazer os fiéis de volta ao seio da Igreja, com base no arrependimento sincero.

Em suas declarações mais recentes, Francisco continuou a condenar o aborto, destacando sua visão de que a vida é inviolável. Em 2019, durante uma visita à Conferência "Sim à Vida!", ele alertou contra a cultura do descarte e a normalização do aborto, chamando a atenção para a necessidade de proteger as crianças com doenças graves ou deficiências. Para ele, qualquer atitude que descartasse a vida, fosse através do aborto ou da negligência, era uma ameaça à humanidade.

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A postura do Papa Francisco sobre o aborto também se refletiu em suas ações políticas. Quando a Argentina, seu país natal, legalizou o aborto em 2021, ele expressou em uma carta a sua oposição à medida, reafirmando que o aborto não é uma questão religiosa, mas uma questão de ética humana universal. Para Francisco, a decisão de acabar com a vida de um ser humano não deveria ser uma escolha viável em nenhuma circunstância.

Durante o seu pontificado, Francisco também abordou o aborto dentro de um contexto científico e ético. Em 2022, ao comentar sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de revogar o direito constitucional ao aborto, o papa expressou respeito pela decisão, mas afirmou que, do ponto de vista científico, a vida começa bem antes do nascimento, evidenciada pelo DNA que se forma logo após a concepção. Para Francisco, a questão central sempre foi: "é moralmente correto tirar uma vida humana para resolver um problema?"

Ao longo de sua liderança, o Papa Francisco se manteve intransigente em sua condenação ao aborto, mas também foi infundido de uma profunda preocupação com a compaixão pastoral, buscando acolher aqueles que se arrependiam dessa escolha. Sua postura sobre o aborto, embasada em princípios sólidos, fez dele uma figura polarizadora, mas também um defensor da dignidade e da sacralidade da vida humana até seu último dia de pontificado.

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