Presidente Lula escutando a ministra da saúde Nísia Trindade falar no microfone. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e anunciou Alexandre Padilha como novo titular da pasta. A demissão foi comunicada a Nísia na terça-feira, 25 de fevereiro, durante uma reunião no Palácio do Planalto.
Segundo a ministra, Lula justificou a mudança como uma necessidade de "alteração de perfil" para a condução do ministério. Contudo, a troca será oficializada em cerimônia marcada para o dia 6 de março.
Na manhã desta quarta-feira (26), Nísia conversou com jornalistas em frente ao Ministério da Saúde e afirmou que recebeu a decisão com serenidade. Sendo assim, a ex-ministra destacou que o presidente a agradeceu pelo trabalho realizado e reforçou que mudanças no comando dos ministérios fazem parte da dinâmica governamental.
"A conversa com o presidente tem o tom dele me comunicar sua avaliação desse segundo momento do governo, vamos dizer assim. Contudo, ele achava importante uma mudança de perfil à frente do Ministério da Saúde e me agradeceuo pelo trabalho realizado", afirmou Nísia.
Lula argumentou que o momento exige maior equilíbrio entre as dimensões técnica e política. A declaração sugere que a substituição está ligada à necessidade de maior articulação política no Ministério da Saúde. Sendo assi,, Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais, assume o cargo com esse foco.
Sobretudo, o novo ministro já comandou a pasta entre 2011 e 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e tem experiência na interlocução com o Congresso Nacional.
A saída de Nísia ocorre após uma série de desafios enfrentados pelo Ministério da Saúde. Entre as principais questões estão a ampliação da vacinação, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a implementação de políticas para reduzir a fila de cirurgias eletivas. Nos bastidores, aliados do governo apontavam dificuldades na articulação política da ex-ministra, o que pode ter influenciado a decisão de Lula.
Mesmo deixando o cargo, Nísia afirmou que sua trajetória à frente do ministério não foi questionada. Dessa forma, a ex-ministra destacou que vê a substituição como parte do jogo político e garantiu que continuará defendendo o fortalecimento do SUS.
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