Nikolas Ferreira e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) ridicularizou a denúncia feita pela Procuradoria-Geral de República que aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Durante uma sessão no Plenário, realizada na última quarta-feira, 19 de fevereiro, o parlamentar defendeu o ex-presidente e afirmou: "Golpe é meu ovo, que tá caro".
Além disso, o deputado classificou a denúncia da PGR como "digna de Hollywood". Ele destacou diversos acontecimentos que, em sua opinião, são as verdadeiras tentativas de golpe. Ainda no mesmo discurso, Nikolas chamou o presidente Lula de "vagabundo" e "mentiroso". O deputado também apontou a eleição do petista como golpe.
“Vocês estão de sacanagem? Olha o nível de credibilidade do roteiro digno de Hollywood do Gonet, ao dizer que tinha um ex-presidente querendo matar o Lula (PT) sem provas disso”
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou na terça-feira, 18 de fevereiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF). As autoridades acusaram de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
A acusação também envolve outros militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
As acusações da procuradoria estão baseadas no inquérito da Polícia Federal (PF). O inquérito, em novembro do ano passado, indiciou o ex-presidente no âmbito do chamado inquérito do golpe. As investigações concluíram pela existência de uma trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo. Este colegiado é composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF. Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. Como o relator integra a Primeira Turma, o colegiado julgará a acusação.
O tribunal ainda não definiu os dados do julgamento. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil
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A definição ocorreu depois de uma série de conversas entre os dois políticos e integrantes da direção nacional do partido Novo.
O ministro do STF Edson Fachin disse que a medida representa "uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão".
Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
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