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Nikolas Ferreira critica escola de samba que satirizou evangélicos em homenagem a Lula

As fantasias da ala "Conservadores em Conserva" representavam grupos como evangélicos, empresários do agronegócio, uma mulher rica e apoiadores da ditadura militar.

Cami Cardoso

16 de fevereiro de 2026 às 16:25   - Atualizado às 16:58

Nikolas Ferreira critica escola de samba que satirizou evangélicos em homenagem a Lula

Nikolas Ferreira critica escola de samba que satirizou evangélicos em homenagem a Lula Foto: Reprodução

A apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, no último domingo, 15 de fevereiro, ultrapassou o universo do Carnaval e passou a repercutir no meio político. A ala “Neoconservadores em conserva”, exibida durante o enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, motivou manifestações de parlamentares ligados à oposição.

Entre eles está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que utilizou as redes sociais para comentar a encenação. A escola levou à avenida fantasias em formato de latas, fazendo uma referência simbólica ao conservadorismo político. Nas alegorias, personagens representavam grupos como evangélicos, produtores rurais, uma mulher rica e apoiadores da ditadura militar.

Ao reagir, Nikolas adotou tom crítico e direcionou sua mensagem especialmente ao público evangélico, associando o episódio ao cenário eleitoral deste ano.

“Calma, a esquerda não odeia a família conservadora não. É tudo conspiração... lembre-se disso na hora de votar esse ano, evangélico. Obs: a Globo colocando como ‘crítica’, mas se fosse cristãos fazendo essa crítica contra qualquer outra religião, era a terceira guerra mundial.”

O deputado também questionou a postura da TV Globo, responsável pela transmissão do desfile, sugerindo que haveria tratamento diferente caso a sátira envolvesse outras religiões.

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A reação não ficou restrita ao parlamentar mineiro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), informou que avalia medidas judiciais contra a agremiação. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou considerar inadequado o uso de recursos públicos para, segundo ela, ridicularizar evangélicos.

A senadora citou os repasses federais feitos à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O governo destinou R$ 12 milhões à entidade, valor dividido igualmente entre as 12 escolas do grupo especial, R$ 1 milhão para cada, incluindo a Acadêmicos de Niterói.

 

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