Luiz Eustáquio usou parte do seu tempo na tribuna da Câmara do Recife para se solidarizar com o colega, Gilson Filho, e o seu pai, o ex-ministro Gilson Machado, preso na semana passada pela PF.
Ex-ministro do Turismo Gilson Machado e o vereador do Recife Luiz Eustáquio. Foto: Montagem Portal de Prefeitura/Divulgação/Reprodução
O vereador do Recife, Luiz Eustáquio (PSB), usou boa parte do tempo do seu discurso na tribuna da Câmara do Recife para se solidarizar com o também vereador Gilson Filho (PL). Para o socialista, a prisão do ex-ministro Gilson Machado, pai de Gilsinho, como é conhecido o parlamentar, foi um erro.
“A gente não pode investigar e já julgar. A gente tem que esperar o final da investigação para poder dizer se uma pessoa é condenada ou não. Não pode fazer isso. Eu posso lhe dizer, vereador Gilson, sobre a prisão, para fazer o que foi feito não precisava prender, para tomar passaporte, não precisava prender”, disse Eustáquio.
“Eu sempre fui contrário a qualquer atitude que possa tolher o direito do próximo, não importa quem seja, eu acho que justiça é justiça. Eu acho que se você avaliou, analisou, e aí você tem prova, você vai prender”, complementou.
Confira o discurso:
O ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado, foi preso na sexta-feira, 13 de junho, em Recife. A prisão aconteceu após o avanço de uma investigação da Polícia Federal (PF), que aponta o envolvimento dele em uma suposta tentativa de auxiliar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, a fugir do Brasil.
Gilson foi solto no mesmo dia, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar parecer favorável à soltura e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revogar a prisão.
Na semana passada, a PF informou à PGR que Gilson Machado teria tentado obter um passaporte português em nome de Mauro Cid.
De acordo com a PF, o ex-ministro do Turismo não conseguiu emitir o passaporte, mas a corporação alertou a PGR sobre a possibilidade dele tentar obter o documento em outros consulados.
No ofício enviado ao procurador-geral Paulo Gonet, a Polícia Federal destacou que arquivos encontrados no celular de Mauro Cid mostravam que, ainda em 2023, ele buscou uma assessoria para obter cidadania portuguesa. Cid chegou a enviar imagens de sua carteira funcional, além do passaporte e do comprovante de cidadania portuguesa da mãe.
Gonet comunicou ao ministro Moraes, relator da investigação no STF, que concorda com a abertura de um inquérito contra Gilson Machado por possíveis crimes de obstrução de investigação, favorecimento pessoal e envolvimento com organização criminosa.
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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