Pernambuco, 16 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

'Não podia falar mal da vacina. Tinha que ficar calado', diz ex-ministro de Bolsonaro sobre pandemia

Gilson Machado reconheceu que o discurso do então presidente contra a imunização prejudicou a imagem do governo.

Redação

07 de novembro de 2025 às 11:27

Gilson Machado, ex ministro de Bolsonaro.

Gilson Machado, ex ministro de Bolsonaro. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (PL) afirmou que o governo de Jair Bolsonaro errou na forma como se comunicou sobre as vacinas contra a Covid-19.

Em entrevista ao programa Fala Político, do Portal de Prefeitura, Gilson reconheceu que o discurso do então presidente contra a imunização prejudicou a imagem do governo e teve reflexos eleitorais.

De acordo com o ex-ministro, o governo Bolsonaro comprou cerca de 800 milhões de doses de vacinas durante a pandemia, o que, segundo ele, garantiu a oferta do imunizante em todas as cidades brasileiras. Gilson relatou que a logística de distribuição foi articulada por ele e que o transporte das vacinas foi feito gratuitamente, em parceria com empresas e órgãos públicos.

“Fomos o primeiro país da América a ter vacina em todas as cidades. Todo mundo que quis tomar vacina, tomou. Conseguimos o transporte de quase 800 milhões de doses de graça. Isso foi uma ação minha”, disse Gilson durante a entrevista.

Veja Também

Mesmo com os resultados operacionais que o ex-ministro defende, ele afirmou que o maior equívoco do governo Bolsonaro foi na comunicação pública sobre as vacinas. Gilson criticou as falas negativas do ex-presidente e revelou que tentou aconselhá-lo a mudar de postura.

“Você não pode dar 800 milhões de doses de vacina e falar mal de vacina. Tinha que pelo menos ficar calado. Eu sempre disse isso a ele. Quem quiser tomar, toma; quem não quiser, não toma”, declarou.

O ex-ministro também afirmou que chegou a conversar “várias vezes” com Bolsonaro sobre o assunto, mas que suas opiniões não foram acolhidas. Segundo ele, outros assessores próximos ao presidente reforçaram o discurso contrário às vacinas. Gilson citou, entre eles, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e atual delator em investigações sobre tentativa de golpe de Estado.

“Cheguei para conversar com Bolsonaro várias vezes, inclusive com o Mauro Cid, que hoje é delator. O verdadeiro amigo é aquele que fala a verdade, não o que tenta agradar o chefe. O pior tipo de pessoa é o bajulador. Eu dizia a verdade, mas era voto vencido”, afirmou Gilson.

Durante a entrevista, o ex-ministro classificou a má condução da comunicação sobre as vacinas como um dos fatores que contribuíram para a derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022. Ele destacou que o governo executou ações importantes durante a pandemia, mas que a percepção pública acabou distorcida por causa das declarações do ex-presidente.

“A gente fez tudo o que podia na pandemia. Mas erramos na comunicação”, reforçou.

Gilson também afirmou que parte dos aliados políticos de Bolsonaro em Pernambuco teria traído o ex-presidente durante a campanha eleitoral. Ele disse que alertou sobre isso na época, mas que suas advertências não foram ouvidas.

“Hoje o pessoal está vendo que eu tinha razão, não só sobre as vacinas, mas também sobre os aliados que acabaram se voltando contra ele”, completou.

A entrevista completa com Gilson Machado pode ser assistida no canal do Portal de Prefeitura no YouTube, e traz bastidores do governo Bolsonaro e análises sobre o cenário político de 2026.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:21, 16 Ago

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Pablo Marçal.
Fortuna

Pablo Marçal declara patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao registrar candidatura à Presidência

Empresário declarou valor 43 vezes maior que o informado à Justiça Eleitoral em 2024; maior parte está em aplicação financeira

Renan Santos e Lula.
Pesquisa

Renan Santos tem 41% contra 39% de Lula entre eleitores jovens em cenário de 2º turno, aponta Quaest

O resultado mostra a disputa dentro da faixa etária de 16 a 34 anos, colocando do candidato do Missão em evidência.

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS
Crimes

Lulinha é investigado pela PF por suspeitas que podem resultar em penas superiores a 35 anos

Apuração do jornalista e colunista Cláudio Humberto aponta que filho de Lula é citado em três inquéritos autorizados pelo STF

mais notícias

+

Newsletter