Cacique Marcos Xukuru, prefeito de Pesqueira. Foto: Divulgação
O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco, confirmou que houve abuso de poder político e econômico na disputa pela Prefeitura de Pesqueira, no Agreste, em 2024. O parecer cita diretamente o prefeito eleito Marcos Luidson de Araújo, conhecido como Cacique Marcos Xukuru, a vice-prefeita Cilene Martins de Lima e o ex-prefeito Sebastião Leite da Silva Neto.
O documento, assinado pelo procurador Wellington Cabral Saraiva, indica que os investigados usaram a estrutura da prefeitura e recursos públicos para executar uma obra de pavimentação no bairro Baixa Grande, na véspera da votação. A intervenção foi realizada com verba de um convênio firmado com a Codevasf.
De acordo com o MPF, o serviço foi prometido pelo Cacique Marcos Xukuru durante um comício, e o início da obra coincidiu com o momento mais próximo ao dia da eleição.
O parecer relata que a pavimentação parou logo após a vitória nas urnas, reforçando a avaliação de que a medida teve como objetivo principal influenciar os eleitores. O procurador ressaltou que a gravidade da conduta não depende da repercussão em redes sociais ou da divulgação ampla, mas sim do uso da máquina pública para favorecer uma candidatura.
A disputa municipal teve um resultado apertado. Apenas 882 votos separaram Marcos Luidson de seu adversário. Para o MPF, essa pequena diferença aumenta o peso da obra na decisão final dos eleitores. O órgão também reforçou que a prática fere a igualdade na disputa e compromete a lisura do processo eleitoral.
A defesa dos acusados alegou que não houve vinculação direta entre a obra e a campanha, e que não existiu uma divulgação expressiva do serviço em redes sociais. Ainda assim, o procurador manteve o entendimento de que o ato representou um uso indevido de recursos públicos em momento crítico da eleição.
O Ministério Público Eleitoral opinou pelo não provimento do recurso apresentado por Marcos Luidson e Cilene Martins, defendendo que seja mantida a cassação dos diplomas e a declaração de inelegibilidade por oito anos, já determinada pela Justiça Eleitoral da 55ª Zona. Em relação ao ex-prefeito Sebastião Leite, o parecer apontou que seu recurso foi apresentado fora do prazo, e recomendou que ele nem seja analisado.
O caso segue em tramitação e ainda depende de decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que vai analisar se mantém ou não a decisão anterior que retirou o mandato dos eleitos e os tornou inelegíveis até 2032.
2
3
4
18:04, 15 Abr
30
°c
Fonte: OpenWeather
Para tomar posse, o Pernambucano precisa passar por uma sabatina na CCJ e ser aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa
As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.
Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
mais notícias
+