O parlamentar classificou o episódio como ameaça institucional a um vereador do Recife e afirmou que o caso exige reação da Câmara Municipal e do gestor da capital pernambucana.
Eduardo Moura critíca ameaças do prefeito Vinicius Marques contra o vereador Gilson Machado Filho Foto: Divulgação
O vereador do Recife Eduardo Moura (NOVO) repudiou, nesta segunda-feira, 1º de junho, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal do Recife, as ameaças atribuídas ao prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques (PSB), contra o vereador recifense Gilson Machado Filho (Podemos). Em vídeo publicado pelo parlamentar, no domingo (31), é possível ver o prefeito, enquanto montado a cavalo, falar diretamente com Gilson.
“Se liga, que aqui não é Recife não, visse. Tu se liga", afirmou Vinicius. O gestou de São José do Belmonte é irmão do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB).
Eduardo Moura classificou o episódio como uma ameaça institucional contra um integrante do Poder Legislativo da capital pernambucana e afirmou que o caso exige uma reação oficial da Câmara do Recife e do prefeito da cidade, Victor Marques (PSB).
“Mais do que um crime de ameaça previsto no Código Penal, o que se viu foi o poder público ameaçando outro poder constituído. Um prefeito intimidando um vereador da Câmara Municipal do Recife”, declarou.
O parlamentar afirmou que o episódio ultrapassa divergências políticas e atinge diretamente a relação entre instituições públicas. Segundo ele, a Câmara do Recife não pode permanecer em silêncio diante do ocorrido.
“Não me resta esperar menos desta Casa do que uma nota oficial de repúdio. Um dos seus membros foi ameaçado por um prefeito aqui de Pernambuco sem ter feito absolutamente nada”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Eduardo Moura também cobrou que, Victor Marques, diante do caso envolvendo seu irmão, faça uma nota de repúdio, visto que Vinicius ameaçou um membro do poder Legislativo da capital.
“Eu espero que não haja ressalva por conta de parentesco. Estou falando institucionalmente. Vamos ver se será mais forte a ligação pessoal ou a ligação institucional”, disse.
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