Sergio Moro e Lula. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PT
O senador Sérgio Moro (União-PR) criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações em que o petista teria afirmado que os traficantes de drogas são vítimas dos usuários. Segundo Moro, o posicionamento de Lula reflete uma visão equivocada sobre a criminalidade no país. (Veja vídeo abaixo)
“Lula declarou publicamente que os traficantes de droga são vítimas dos usuários. Você ouviu direito: os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são, sabe, vítimas dos usuários também”, afirmou o senador.
Veja vídeo:
Para Moro, o entendimento do presidente não foi um erro de fala, mas uma convicção ideológica.
“A gente pode pensar assim? Não. Não é uma gafe, não é um lapso. O Lula pensa isso mesmo. O entendimento do Lula e do PT sempre foi que o criminoso é uma vítima da sociedade”, disse.
O parlamentar destacou que essa visão contribui para o aumento da criminalidade e a fragilidade do combate ao tráfico.
“O traficante, aquele que pratica violência, que mata para dominar o mercado, que envenena as pessoas e as famílias brasileiras buscando apenas o lucro, para o Lula, eles são as vítimas, e os culpados são os usuários. É por isso que esse governo é frouxo no combate ao crime. É por isso que a gente está vendo a escalada da violência e o crescimento do crime organizado nesse país”, declarou.
Moro também criticou decisões recentes do governo federal, afirmando que Lula tem dificultado medidas que endurecem o combate à criminalidade.
“Olha, vamos lembrar: ele vetou o projeto de lei que proibia a saída dos presos nos feriados. Lula sempre tem gerado dificuldade no trâmite dos projetos de lei lá no Congresso que tentam aumentar o rigor contra o combate ao crime”, disse.
O ex-juiz da Lava Jato ainda relembrou casos de corrupção durante os governos petistas e reforçou seu discurso contra o atual presidente.
“Lula minimizou o roubo à Petrobras durante o governo dele e até hoje defende gente que foi condenada no caso do Mensalão, caso de corrupção do primeiro governo dele. Nós precisamos urgentemente de uma mudança de rumo no nosso país. Nós não podemos ter à frente da Presidência da República alguém que está do lado do crime e não do lado do cidadão”, completou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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