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Ministro de Lula afirma que proibição de celulares nas escolas melhorou foco dos alunos nos estudos

Camilo Santana declarou que os primeiros efeitos indicam redução das distrações dentro das salas e melhora no ambiente educacional.

Redação

10 de fevereiro de 2026 às 09:24   - Atualizado às 09:38

Ministro de Lula afirma que proibição de celulares nas escolas melhorou foco dos alunos nos estudos.

Ministro de Lula afirma que proibição de celulares nas escolas melhorou foco dos alunos nos estudos. Foto: Divulgação

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, no último domingo, 8 de fevereiro, que a restrição ao uso de celulares nas escolas públicas já mostra resultados no cotidiano escolar. Segundo ele, a medida ajudou a ampliar a concentração dos estudantes durante as aulas e contribuiu para fortalecer o processo de aprendizagem em diferentes regiões do país.

Durante a fala, o ministro destacou que a decisão completa cerca de um ano desde a implementação e ainda provoca debates entre professores, pais e gestores. Apesar das discussões sobre o uso pedagógico dos aparelhos, Santana afirmou que os primeiros efeitos indicam redução das distrações dentro das salas e melhora no ambiente educacional. Ele ressaltou que o objetivo principal da política consiste em proteger o foco dos estudantes e criar condições mais adequadas para o aprendizado.

“Após um ano da decisão do governo do Brasil de restringir o uso de celular nas escolas, os resultados já começam a aparecer. A medida adotada para proteger os estudantes reforçou o foco no aprendizado”, declarou o ministro durante o pronunciamento.

A mensagem oficial também marcou o início do calendário letivo em várias redes públicas de ensino e serviu como um balanço das ações recentes do Ministério da Educação. Camilo Santana deve deixar o cargo em abril, e a fala ganhou destaque por apresentar uma avaliação sobre políticas educacionais adotadas ao longo da gestão.

Ao comentar a restrição dos aparelhos, o ministro afirmou que a medida não representa afastamento da tecnologia dentro das escolas. Ele explicou que o governo federal investe na ampliação da conectividade para garantir o uso estruturado da internet com finalidade pedagógica. A proposta busca incentivar o uso de plataformas digitais, conteúdos on-line e atividades educacionais mediadas por tecnologia, sem depender do celular pessoal do estudante durante as aulas.

De acordo com dados apresentados pelo próprio ministro, cerca de 70% das escolas públicas brasileiras já possuem acesso à internet dentro de parâmetros considerados adequados para atividades educacionais. O Ministério da Educação afirma que a expansão da conectividade tenta suprir lacunas criadas pela restrição do uso de celulares e oferecer alternativas para professores desenvolverem atividades digitais em sala.

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