Líderes religiosos participam de ato pela a anistia de Bolsonaro. Foto: reprodução
O ato em defesa da anistia aos réus, presos e condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, realizado no domingo, 6 de abril, reuniu lideranças de diferentes religiões em prol do indulto (confira o vídeo abaixo).
Em cima do trio, que serviu de palco para a manifestação na Avenida Paulista, São Paulo, subiram o pai de santo Sergio Pina, líder religioso da cantora Anitta, o padre Kelmon e o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento. Um rabino também estava presente no ato, mas, de acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, não conseguiu subir a tempo.
Os líderes religiosos foram apresentados ao público por Michelle, durante o seu discurso. “Obrigada por vocês estarem aqui, neste dia, todos unidos, independente de raça, opção sexual, opção religiosa”, iniciou a ex-primeira-dama. “Nós estamos aqui todos em prol do nosso Brasil”, completou.
Michelle destacou o que chamou de um “gesto histórico de unidade espiritual” em nome da liberdade. “Todos juntos em prol da liberdade da nossa nação. São homens e mulheres de bem, lutando pelo nosso Brasil” afirmou, em referência à pluralidade religiosa presente no ato.
A ex-primeira-dama também dirigiu palavras de consolo às famílias dos chamados “presos políticos” do 8 de Janeiro. “Temos aqui famílias, famílias de presos políticos. É um momento de muita tristeza para os nossos corações. O momento de injustiça é muito grande, uma balança que tem pesado apenas para um lado”, declarou.
Veja o vídeo:
A manifestação na Paulista teve como finalidade pressionar o Poder Legislativo para votar o projeto de lei que concede a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 - incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Inelegível
O líder da direita brasileira está inelegível por 8 anos, até 2030, porque a Justiça Eleitoral entendeu que a reunião com embaixadores estrangeiros, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, teve uso eleitoral. Na ocasião, o então presidente fez afirmações sem provas, desacreditando o sistema eleitoral brasileiro.
Ele é réu por tentativa de golpe, junto com mais sete pessoas, desde o mês passado, após decisão unânime da Primeira Turma do STF. Os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A partir de então, Bolsonaro e os outros réus, passarão a responder a um processo penal que pode condená-los à prisão.
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